Além do Brasil: quais países usam urnas eletrônicas nas eleições?

Sistemas eletrônicos aparecem em diferentes formatos pelo mundo, desde urnas digitais até votação remota pela internet

Urna eletrônica
Créditos: Roberto Jayme/Ascom/TSE/Canva

Lilian Campos 2 minutos de leitura
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O Brasil não é o único país a utilizar tecnologias eletrônicas durante as eleições. Segundo levantamento citado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), pelo menos 34 países já utilizam ou utilizaram algum tipo de sistema eletrônico de votação em processos oficiais.

Os modelos, porém, não são iguais ao brasileiro. Há países que usam urnas eletrônicas em eleições nacionais, enquanto outros adotam sistemas eletrônicos apenas em determinadas regiões, para grupos específicos ou para a leitura de cédulas de papel.

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QUAIS PAÍSES USAM VOTO ELETRÔNICO?

De acordo com o TRE-SP, a lista reúne

  • Albânia, Argentina, Armênia, Austrália, Bangladesh, Bélgica, Butão, Brasil, Bulgária, Canadá, Coreia do Sul, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, Estônia, Fiji, Filipinas, França, Índia, Irã, Iraque, México, Mongólia, Nova Zelândia, Omã, Panamá, Paraguai, Peru, Quirguistão, República Democrática do Congo, República Dominicana, Suíça e Venezuela.

O levantamento da International IDEA aponta que 17 países utilizam urnas eletrônicas de gravação direta em eleições gerais, como presidenciais, parlamentares ou referendos nacionais. Brasil, Índia, França, Peru e Paraguai estão neste grupo.

Em alguns locais, a tecnologia funciona de forma híbrida, com a máquina também emitindo um comprovante físico. Já outros países utilizam equipamentos apenas para etapas específicas da votação.

COMO FUNCIONA EM OUTROS PAÍSES?

Na Índia, as urnas eletrônicas são usadas por quase 1 bilhão de eleitores e apresentam símbolos dos partidos, enquanto nos Estados Unidos cada estado ou condado pode definir seu próprio sistema. Entre as tecnologias estão scanners ópticos e máquinas com tela sensível ao toque.

Já o Canadá e o Iraque utilizam scanners para a leitura de cédulas de papel em eleições nacionais. Na Coreia do Sul, o voto presencial continua sendo feito em papel, enquanto o sistema K-Voting pela internet é utilizado em situações específicas.

A Estônia adota outro modelo: o voto remoto pela internet. Segundo o TRE-SP, o país permite essa modalidade desde 2005 e, em 2023, 51% dos eleitores votaram on-line.

COMO É O SISTEMA BRASILEIRO?

No Brasil, o voto é registrado digitalmente pela urna eletrônica. O equipamento utiliza o Registro Digital do Voto (RDV), que permite auditoria e recontagem dos votos sem identificar o eleitor.

Segundo o TRE-SP, as urnas não possuem conexão com internet, Wi-Fi ou Bluetooth e contam com mecanismos de criptografia, lacres e testes de integridade e autenticidade.

Ao final da votação, cada equipamento gera um Boletim de Urna, que pode ser consultado pela população. O TRE-SP também informa que partidos e coligações podem solicitar os registros digitais das urnas após a totalização dos votos.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais