Avião elétrico chinês Matrix, para 10 passageiros, aponta futuro dos táxis voadores

O Matrix foi desenvolvido pela AutoFlight, empresa fundada em 2017 e especializada em aeronaves elétrica

Avião elétrico chinês Matrix
Foto: AP/Vincent Thian

Joyce Canelle 3 minutos de leitura

Um novo passo na corrida pela mobilidade aérea urbana foi apresentado na cidade de Kunshan, no sudeste da China. A empresa chinesa AutoFlight realizou uma demonstração do Matrix, uma aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical desenvolvida para transportar até 10 passageiros.

O teste ocorreu em um campo de provas da companhia e mostra como o setor tenta transformar os chamados táxis voadores em uma alternativa real de transporte nos próximos anos, segundo a AP News.

MOBILIDADE AÉREA URBANA

O Matrix foi desenvolvido pela AutoFlight, empresa fundada em 2017 e especializada em aeronaves elétrica. O modelo funciona como um eVTOL, sigla em inglês para veículos elétricos capazes de decolar e pousar verticalmente, tecnologia considerada fundamental para o futuro dos táxis aéreos.

A aeronave tem cerca de 20 metros de envergadura, 17,1 metros de comprimento e 3,3 metros de altura, com peso aproximado de cinco toneladas, é apontada como uma das maiores aeronaves elétricas já construídas na China.

Projetado como um grande drone, o Matrix pode transportar até dez passageiros e possui autonomia de aproximadamente uma hora de voo sem necessidade de recarga.

Avião elétrico chinês Matrix
Foto: AP/Vincent Thian

VOO EM CENTRO DE TESTES

Durante a demonstração, a equipe da AutoFlight retirou a aeronave de um hangar e a levou até o heliponto do campo de testes da empresa, após verificações técnicas, as hélices foram acionadas e o veículo iniciou a decolagem.

O voo de demonstração durou cerca de dez minutos, a aeronave realizou duas voltas sobre a área de testes e retornou ao ponto de partida, onde pousou de forma estável. O ruído do equipamento foi descrito como menor que o de um helicóptero tradicional.

A apresentação serviu para mostrar o estágio atual do projeto, ainda considerado um protótipo.

CERTIFICAÇÕES AINDA SÃO DESAFIO

Apesar do avanço tecnológico, o uso comercial de aeronaves desse tipo ainda depende de uma série de autorizações regulatórias.

Segundo executivos da AutoFlight, a empresa espera obter até 2027 o chamado certificado de tipo, documento que confirma que o projeto da aeronave atende aos padrões de segurança exigidos pelas autoridades.

Depois disso ainda seriam necessárias outras licenças para que a operação comercial com passageiros seja liberada.

INFRAESTRUTURA E SEGURANÇA

Especialistas avaliam que a tecnologia avança rapidamente, mas a criação de um sistema completo para os táxis voadores ainda exige tempo. Entre os desafios estão a construção de infraestrutura adequada, a organização das rotas aéreas e a garantia de padrões rigorosos de segurança.

Na China, o setor faz parte do que o governo chama de economia de baixa altitude, que envolve desde drones de entrega até aeronaves elétricas para transporte urbano.

Em cidades como Shenzhen, por exemplo, o uso de drones para entrega de produtos já é uma realidade, indicando o caminho que pode ser seguido pela mobilidade aérea nos próximos anos.

Avião elétrico chinês Matrix
Foto: AP/Vincent Thian

SETOR AINDA ESTÁ EM FASE INICIAL

Outras empresas chinesas também trabalham em aeronaves semelhantes. Algumas já receberam certificações preliminares para operar serviços comerciais, embora o transporte regular de passageiros ainda não tenha começado.

Analistas do setor avaliam que ainda será necessário desenvolver todo um ecossistema tecnológico e logístico para que os táxis voadores se tornem viáveis em larga escala.

Mesmo assim, demonstrações como a do Matrix mostram que a mobilidade aérea urbana deixou de ser apenas um conceito futurista e passou a fazer parte dos planos concretos da indústria aeronáutica.


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Bacharel em Jornalismo, com trajetória em redação, assessoria de imprensa e rádio, comprometida com a comunicação eficiente e a produç... saiba mais