Panela, esse é o sugestivo nome da nova plataforma de inovação aberta e inovação da Nestlé, anunciada nesta quarta-feira, 7. A iniciativa se propõe a conectar colaboradores, startups, universidades e parceiros empresariais de todo o ecossistema de inovação do Brasil com o objetivo de encontrar soluções e iniciativas diversas de inovação. O Panela Nestlé conta, inicialmente, com a parceria de Innoscience, Distrito, Aevo, Techstart, Nexus, Endeavor e All 4 Food.

O projeto nasce com 43 startups parceiras em andamento, entre pilotos e aceleração que soma mais de 50 marcas. Nos últimos três anos, a Nestlé analisou mais de 1400 startups, das quais se conectou com quase 400. Como resultado, realizou 100 testes pilotos e implementou 30 projetos em escala.

Carolina Sevciuc, diretora de transformação digital da Nestlé (Crédito: Riot Games)

“A partir desses números, é possível ter uma ideia do potencial do Panela”, aponta Carolina Sevciuc, diretora de transformação digital da Nestlé. “Com a plataforma, vamos acelerar o ritmo de inovações de forma colaborativa, fomentando o ecossistema de inovação brasileiro. Estamos muito felizes com esse lançamento que representa um passo significativo de nossa jornada de inovação”, destaca.

Para marcar o lançamento da plataforma, Panela lançará dez desafios de negócios para as startups. Eles envolvem demandas de diversas áreas da companhia, como marketing, trade, supply chain, vendas, jurídico, com destaque para inovação, transformação digital e sustentabilidade. As startups selecionadas irão trabalhar de forma conjunta com a Nestlé no desenvolvimento de um piloto ou prova de conceito remunerados que serão aplicados em ambiente comercial para verificação da aderência das soluções no mercado.

“Temos, hoje, uma quantidade muito relevante de projetos de inovação aberta. E isso é um privilégio muito grande e nos ajuda a se conectar com outras iniciativas além do nosso próprio ecossistema. Esse é um ponto crucial para um processo de transformação digital e de extrema relevância para gerar negócios e insights dentro da companhia”, destaca Carolina, reforçando que um dos principais ganhos da inovação aberta é o “envolvimento das pessoas e o crescimento do intraempreendedorismo dentro da empresa, ou seja, não é sobre uma área, mas sobre toda uma empresa permeada por essa mentalidade”

Juliana Glezer, gerente de inovação e portfólio da Nestlé (Crédito: Divulgação)

De acordo com Juliana Glezer, gerente de inovação e portfólio da Nestlé,  a conexão com startups e scale-ups é importante, mas ela vai além, envolve universidades e outras entidades de empreendedorismo. “O projeto nasce com dois desafios. O primeiro relacionado a startups e outros envolvendo universidades. Tem vários tipos, desde supply chain, até iniciativas que envolvem a relação com consumidor. Temos, por exemplo, um projeto em nutrição infantil que envolve até médico e pediatras”, explicou Juliana.

Sobre territórios mais ou menos desenvolvidos em termos de inovação aberta, Juliana destaca que, olhando o panorama de startups no Brasil healthtechs e fintechs são segmentos mais fortes, mas segmentos como agro e health têm evoluido muito neste sentido.

SOBRE O AUTOR

Luiz Gustavo Pacete é editor-contribuinte da Fast Company Brasil