Como tornar a internet mais segura para crianças e adolescentes?

Saiba como reconhecer sinais de possíveis ameaças online e quais medidas podem ajudar a tornar o uso da internet mais seguro

Proteção para crianças e adolescentes
Créditos: Magnific

Lilian Campos 2 minutos de leitura
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O uso da internet por crianças e adolescentes exige atenção de pais, responsáveis e educadores. 

Embora redes sociais, jogos e aplicativos ofereçam oportunidades de aprendizado e comunicação, esses ambientes também podem expor os jovens a cyberbullying, assédio, golpes, conteúdos inadequados e abordagens de pessoas mal-intencionadas.

Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), o diálogo, a orientação e o acompanhamento das atividades digitais ajudam a identificar situações de risco e a prevenir violações de direitos. 

Por isso, a segurança online depende tanto de ferramentas tecnológicas quanto da participação dos adultos na rotina digital dos jovens.

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DIÁLOGO E ACOMPANHAMENTO AJUDAM A PREVENIR RISCOS

Uma das principais medidas de proteção é manter uma conversa aberta sobre os aplicativos utilizados, os contatos estabelecidos e os conteúdos acessados. Crianças e adolescentes precisam saber que podem relatar situações desconfortáveis sem medo de punição ou julgamento.

Além disso, mudanças de comportamento podem indicar que algo merece atenção. Entre os sinais estão isolamento, alterações no sono, queda no rendimento escolar, medo de usar determinado aplicativo e preocupação excessiva com mensagens recebidas.

Esses comportamentos não confirmam, por si só, uma situação de violência. No entanto, justificam uma conversa cuidadosa para entender o que está acontecendo e avaliar a necessidade de ajuda.

Ferramentas de controle parental também podem contribuir para a segurança. Dependendo do serviço, elas permitem configurar a privacidade, limitar o tempo de uso, restringir compras e controlar determinadas interações. Ainda assim, esses recursos não substituem o diálogo e a supervisão dos responsáveis.

COMO PROTEGER DADOS E EVITAR CONTATOS PERIGOSOS

Outra medida importante é orientar os jovens a não compartilhar informações pessoais, senhas, localização ou imagens íntimas com desconhecidos. Pedidos de segredo, ameaças, chantagens e convites para transferir conversas para outros aplicativos também exigem atenção.

Em situações de cyberbullying, aliciamento online ou divulgação de imagens íntimas, a família deve preservar registros relevantes, denunciar o conteúdo à plataforma e buscar os canais de proteção adequados.

O MDHC também destaca o Take It Down, ferramenta que pode ajudar a impedir a circulação de imagens ou vídeos íntimos de pessoas que tinham menos de 18 anos quando o material foi produzido.

ECA DIGITAL AMPLIA A PROTEÇÃO ONLINE

Em vigor desde 17 de março de 2026, o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), instituído pela Lei nº 15.211/2025, estabelece obrigações para serviços digitais acessados por crianças e adolescentes.

A legislação prevê medidas como ferramentas de supervisão parental, mecanismos de verificação de idade e configurações de privacidade mais protetivas. Também estabelece medidas para prevenir violência, assédio, exploração sexual e cyberbullying.

Quando houver suspeita de violação de direitos, o Disque 100 recebe denúncias gratuitas, inclusive de forma anônima, 24 horas por dia. Em casos com indícios de crime, a orientação é procurar as autoridades policiais competentes.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais