Cybercab: como funciona o táxi da Tesla que não tem volante nem pedais?

Com duas vagas e sem comandos tradicionais de direção, o Cybercab aposta em câmeras e IA para circular sozinho

Cybercab, da Tesla
Créditos: Tesla/Reprodução e Magnific

Lilian Campos 2 minutos de leitura
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O Cybercab é a aposta da Tesla para ampliar o transporte autônomo com um veículo projetado para circular sem motorista. 

O táxi elétrico tem espaço para dois passageiros e dispensa volante, acelerador e pedal de freio, além de retrovisores convencionais. Em vez de depender de uma pessoa ao volante, o modelo foi desenvolvido para conduzir os ocupantes de forma autônoma.

Segundo a Reuters, Lars Moravy, vice-presidente de engenharia da Tesla, afirmou que a companhia trabalha para iniciar as entregas ainda neste ano, embora a expansão dependa de aprovações regulatórias.

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COMO O CYBERCAB FUNCIONA SEM VOLANTE

O Cybercab foi projetado para realizar o trajeto sem intervenção de um motorista. Para isso, integra o sistema de condução autônoma da Tesla, que utiliza câmeras e inteligência artificial para interpretar o ambiente, identificar obstáculos e orientar os movimentos do veículo.

Sem pedais ou volante, os passageiros não assumem o controle convencional do carro durante a viagem. 

O projeto tem duas vagas e portas que se abrem para cima, em formato semelhante às asas de uma borboleta. O interior segue a proposta de priorizar o espaço dos ocupantes, em vez dos comandos tradicionais de direção.

A Tesla pretende integrar o modelo à sua rede de robotáxis. A empresa já começou a oferecer corridas pagas com um pequeno número de Cybercabs em Austin, no Texas, e planeja ampliar o serviço para outras cidades. 

A expansão, porém, depende da capacidade de produção e das autorizações necessárias.

Foto: Reprodução/Tesla

TESLA QUER VENDER CYBERCABS AINDA EM 2026

Segundo a Reuters, a Tesla pretende iniciar as vendas do Cybercab ao público até o fim de 2026. A companhia também quer ampliar gradualmente a fabricação e aprender com a operação dos veículos nas ruas antes de expandir a frota.

No início, a Tesla deve manter boa parte dos carros sob sua própria operação, usando-os no serviço de transporte por aplicativo.

A empresa considera o Cybercab uma peça importante de sua estratégia para transformar o negócio, hoje associado aos carros elétricos, em uma operação mais ampla de inteligência artificial e robótica.

INVESTIGAÇÃO COLOCA A SEGURANÇA EM FOCO

A ausência de comandos manuais também chamou a atenção das autoridades dos Estados Unidos. 

Segundo a Reuters, a Administração Nacional de Segurança no Trânsito Rodoviário (NHTSA) abriu uma investigação para avaliar como a Tesla certificou o Cybercab diante das normas federais de segurança veicular.

As regras atuais foram elaboradas considerando carros conduzidos por pessoas e incluem exigências relacionadas a controles manuais e retrovisores. Por isso, o órgão analisa como a empresa justificou a conformidade de um veículo que não possui esses componentes convencionais.

A NHTSA estuda mudanças nas normas para acomodar veículos autônomos, mas as regras em vigor continuam aplicáveis enquanto as alterações não forem concluídas. 

Assim, o avanço do Cybercab dependerá não apenas da tecnologia de direção autônoma e da capacidade de produção, mas também da resolução das questões regulatórias.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais