Hollywood está obcecada com os líderes de Big Techs
Novos filmes sobre Elon Musk, Sam Altman, Elizabeth Holmes e Mark Zuckerberg estão transformando os dramas do Vale do Silício em roteiros para Hollywood.

Enquanto a maioria dos cinéfilos está de olho no sucesso do novo filme do Homem-Aranha ou no próximo filme dos Vingadores, que contará com o retorno de Robert Downey Jr. como Doutor Destino, algumas das estreias mais interessantes dos próximos meses podem ter menos a ver com histórias em quadrinhos e mais com os líderes e personalidades do mundo da tecnologia.
Os filmes biográficos costumam ser uma incógnita nas bilheterias, mas uma série de lançamentos previstos, focados em grandes nomes de empresas de tecnologia, está chamando a atenção e causando espanto.
Isso pode ser uma boa notícia para os estúdios e redes de cinemas, que esperam manter o ritmo após um verão recorde, no qual a arrecadação nas bilheterias ultrapassou $ 4,67 bilhões (R$ 24,05 bilhões). Aqui estão alguns dos líderes do setor de tecnologia que se tornarão estrelas de cinema - embora não necessariamente por vontade própria - nos próximos meses.
ELIZABETH HOLMES
Quando o trailer do documentário “You Can See Everything”, de Nathan Fielder e Lance Oppenheim, sobre Elizabeth Holmes, foi lançado há pouco mais de uma semana, parecia ser um filme de terror psicológico com ótimas atuações e direção habilidosa. Mas então as pessoas perceberam que a mulher que viam nos close-ups extremos não era uma atriz em ascensão; era Holmes, a fundadora da Theranos, que foi condenada por fraudar investidores na empresa de exames de sangue.
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Uma exibição surpresa do filme no Festival de Cinema de Telluride, ocorrida mais ou menos na mesma época, só serviu para aumentar o interesse pela obra, na qual Holmes convidou os cineastas para sua casa 34 dias antes de se apresentar à prisão. Depois que ela começou a cumprir a pena, as coisas aparentemente saíram ainda mais dos trilhos. O material promocional da A24 para o filme o descreve como uma jornada “ao abismo”. Os cineastas, segundo relatos, desafiam o público a distinguir a honestidade da encenação, já que eles próprios se viram confusos em alguns momentos.
O filme, com 174 minutos de duração, tem estreia prevista para 16 de outubro, mas ainda não tem data prevista para o Brasil.
ELON MUSK
“Musk”, um documentário impactante de quase quatro horas sobre o homem mais rico do mundo e líder da Tesla e da SpaceX, estreou mundialmente no Festival de Cinema de Veneza. Dirigido por Alex Gibney, vencedor do Oscar conhecido por “Enron: The Smartest Guys in the Room”, o filme foi produzido sem a colaboração do bilionário.
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Embora Musk não tenha conversado com o cineasta, sua ex-esposa, Justine Musk, teria muito a dizer sobre o casamento deles, afirmando que “aprendeu o termo ‘gaslighting’” durante o tempo em que estiveram juntos. Ela alega que, na festa de casamento, ele lhe disse: “Eu sou o alfa neste relacionamento”, e que ele “estava sempre apontando as maneiras pelas quais me achava deficiente”. Ashley St. Clair, mãe de um de seus outros filhos, também aparece, dizendo que recusou um acordo de confidencialidade de $ 40 milhões (R$ 205,98 milhões) para poder falar livremente no filme.
Musk já criticou a obra preventivamente, chamando Gibney de “um completo idiota”.
O filme, com duração de 3 horas e 45 minutos, estreará nos cinemas no dia 16 de outubro e será exibido pela primeira vez na HBO Max no ano que vem.
SAM ALTMAN
Ao contrário dos filmes sobre Musk e Holmes, este não é um documentário, mas sim um longa-metragem de ficção, biográfico, que tem como foco o CEO da OpenAI. O filme “Artificial” é estrelado por Andrew Garfield no papel de Altman, e é dirigido por Luca Guadagnino (“Me Chame Pelo Seu Nome”).
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O filme aborda os eventos turbulentos ocorridos na OpenAI em 2023, quando Altman foi demitido abruptamente e reintegrado cinco dias depois. O filme passou por um caminho um tanto conturbado, com a Amazon MGM Studios, distribuidora original, desistindo do projeto após assinar uma parceria com a OpenAI. Musk também faz uma aparição no filme, interpretado por um ator, e fontes que já assistiram à obra afirmam que nem Altman nem Musk são retratados como personagens simpáticos.
O filme tem estreia estadunidense marcada para o dia de Natal, 25 de dezembro, mas ainda não tem data para chegar aos cinemas brasileiros.
MARK ZUCKERBERG
“The Social Reckoning - O Outro Lado das Redes” é uma obra complementar ao filme “A Rede Social”, de 2010, mais uma vez escrito - e, desta vez, dirigido - por Aaron Sorkin. O filme se concentra no período em torno da reportagem investigativa “The Facebook Files”, publicada pelo The Wall Street Journal em 2021, abordando a divulgação de informações confidenciais da empresa pela engenheira do Facebook Frances Haugen, assim como as consequências decorrentes disso.
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Jeremy Strong (conhecido pelo herdeiro Kendall Roy de “Succession”) interpreta Zuckerberg, assumindo o papel de Jesse Eisenberg, que o interpretou há 16 anos.
O filme estreia nos cinemas estadunidenses em 9 de outubro. No Brasil, o longa estará disponível a partir do dia anterior, 8 de outubro.