No início de agosto, a fintech Conta Black anunciou a preparação para sua primeira rodada de captação via venture capital. O objetivo: levantar R$ 25 milhões para ampliar investimentos em tecnologia e suportar o crescimento do negócio. Criada em 2017 por Sérgio All, após ter crédito negado em um banco tradicional e entender o quanto de pardos e negros no Brasil lidam com problemas semelhantes, a fintech colocou em marcha, no início deste ano, um projeto para se tornar um hub de serviços financeiros e de consumo.

Sérgio All, fundador da Conta Black (Crédito: Divulgação)

Com mais de 18 mil clientes em todo Brasil, movimentação de R$ 2 milhões no último semestre e mais de R$ 1,5 milhão de fundo para microcrédito, a Conta Black tem a proposta de ser referência em inovação, como explica Sérgio All. “Saímos de só uma conta digital e começamos a trazer um ecossistema todo, alocado em uma conta digital”, observa reforçando que esse ecossistema tem o objetivo de fomentar o consumo local e contribuir para a geração de trabalho e renda em comunidades periféricas, focando em quatro pilares: educação financeira, benefícios, consumo e a conta digital.

“Hoje existe um amplo olhar do mercado como um todo para o financeiro. Não é à toa que, inclusive, o varejo está se movimentando para a área de finanças. Entendemos que a melhor forma é para além de colocar nosso cliente no centro de tudo, pensar produtos e serviços que respondam às suas necessidades e especificidades. Esse é o olhar que nos dá Conta Black temos”, explica All. Fernanda Ribeiro, COO da fintech, complementa que a empresa entende a conta propriamente dita, é um meio e não um fim como sempre foi tratado. “Nos próximos meses vamos trazer bastante novidades para os nossos membros. Começamos a rodar uma ferramenta de microcrédito, lançaremos o nosso novo aplicativo e com isso lançaremos também o novo cartão físico da bandeira Mastercard para movimentação da conta”, destaca.

Fernanda Ribeiro, COO da Conta Black (Crédito: Divulgação)

Na semana passada, a Conta Black foi escolhida entre as 10 startups finalistas da etapa brasileira da competição global Global Tech Innovator 2021, da KPMG. “Não foi fácil fazermos o filtro para chegar aos 10 finalistas. Recebemos inscrições de startups com propostas de valor muito legais, escaláveis e que resolvem problemas reais da sociedade”, diz Jubran Coelho, sócio-líder da área de private enterprise da KPMG no Brasil e na América Latina.

Para os próximos meses, entre os novos serviços da Conta Black estão uma plataforma de educação financeira, serviços e produtos customizados para pessoas físicas e jurídicas de maneira ampla (considerando as especificidades de ONG’s, motoboys, templos religiosos, entre outros), programas de fidelidade e telemedicina, marketplace, delivery, cartões de débito e crédito, carteira de investimentos, maquininha Black Pay, seguros, recarga de celular, além de ações via WhatsApp, para abrir conta e realizar transferências.

SOBRE O AUTOR

Luiz Gustavo Pacete é editor-contribuinte da Fast Company Brasil