Galeria expõe obras roubadas de Rembrandt e Van Gogh. Em realidade virtual

A galeria virtual permite que os visitantes vejam cinco obras que foram roubadas de museus importantes em todo o mundo

Crédito: Compass UOL

Steven Melendez 1 minutos de leitura

Uma nova galeria virtual expõe obras de Caravaggio, Manet, Cézanne, Van Gogh e Rembrandt que você não verá tão cedo em nenhum museu do mundo real. Isso porque as cinco pinturas em questão foram roubadas e seu paradeiro é desconhecido.

Mas, com um novo aplicativo chamado The Stolen Art Gallery, amantes da arte podem conferir de perto versões digitalizadas das pinturas usando um headset de realidade virtual Meta Quest, enquanto ouvem detalhes e descrições das obras (como em uma visita a um museu de verdade) por meio de um relógio virtual.

Crédito das fotos: Compass UOL

O aplicativo, criado pela empresa brasileira de tecnologia Compass UOL, também está disponível para iOS e Android. Mas o headset é ideal para se aventurar pela enorme galeria, onde os usuários podem ter a experiência de se aproximar das pinturas, ao lado de amigos ou outras pessoas na mesma sessão virtual.

“Inicialmente, pensamos em construir algo que se aproximasse de um museu típico: um ambiente sofisticado, com muitas informações sobre as obras ao lado”, conta Alexis Rockenbach, CEO e cofundador da Compass. “Acabamos optando por uma abordagem completamente diferente, minimalista, um espaço escuro onde a única coisa que chama a atenção é a obra de arte.”

A experiência virtual oferece algumas vantagens em relação a um museu de verdade. Os visitantes podem se aproximar mais dos quadros, tomar notas e fazer esboços para todos verem. Não há multidões ao redor das pinturas ou outras distrações, a galeria está sempre aberta e você pode acessá-la de qualquer lugar.

“Explorar ferramentas que ajudam a interagir com outras pessoas no ambiente virtual talvez seja a coisa mais interessante que veremos surgir”, diz Rockenbach.

No entanto, as pessoas sempre se aglomeraram em museus e galerias para ver obras, mesmo que fossem amplamente reproduzidas na mídia impressa e online. Ou seja, parece improvável que as galerias virtuais substituam os museus em um futuro próximo.

O objetivo do aplicativo, que Rockenbach garante que continuará gratuito, era explorar maneiras de usar a realidade virtual e a tão elogiada tecnologia do metaverso na vida cotidiana. Esse mesmo tipo de experiência pode ser estendido a aulas virtuais.

“Estamos buscando expandir a noção sobre o que é o metaverso”, diz ele.


SOBRE O AUTOR

Steven Melendez é jornalista independente e vive em Nova Orleans. saiba mais