Óculos inteligentes do Google? Entenda como funciona o produto

Os novos modelos devem chegar aos consumidores ao longo deste ano

Óculos
Modelos foram anunciados em evento anual da empresa. Foto: Google DeepMind/ Bolivia Inteligente/ Unsplash

Lilian Campos 2 minutos de leitura

Durante o Google I/O 2026, conferência anual de tecnologia da empresa realizada nesta semana, o Google compartilhou a sua aposta no mercado de óculos inteligentes.

A companhia apresentou os novos dispositivos com o uso do sistema Android XR, plataforma desenvolvida para experiências de realidade estendida e integrada ao Gemini, inteligência artificial do Google.

O lançamento acontece mais de uma década após o Google Glass, primeiro grande projeto da empresa no segmento de dispositivos vestíveis. Desta vez, porém, o Google tenta focar em IA generativa, assistência em tempo real e integração com o ecossistema Android.

COMO FUNCIONAM

Segundo o Google, os novos óculos foram criados para funcionar como assistentes de inteligência artificial usados ao longo do dia. O sistema permite interação por voz, comandos contextuais e suporte em tempo real sem a necessidade de olhar constantemente para o celular.

A empresa apresentou dois modelos principais: um focado em áudio e outro com display integrado. Os modelos de áudio funcionam com pequenos alto-falantes embutidos nas hastes dos óculos. Com isso, o usuário consegue ouvir respostas do Gemini diretamente no dispositivo enquanto mantém as mãos livres.

Já os modelos com display conseguem exibir informações visuais diretamente na lente, incluindo traduções, direções e mensagens em tempo real. Os óculos com áudio serão lançados primeiro, ainda neste ano.

GEMINI SERÁ O “CÉREBRO”

O Gemini será responsável por praticamente toda a experiência dos óculos inteligentes. A IA poderá responder perguntas, resumir informações, traduzir conversas ao vivo, identificar objetos e ajudar em tarefas do cotidiano usando comandos de voz.

Os dispositivos também contarão com câmeras e sensores capazes de interpretar o ambiente ao redor do usuário. Isso permitirá que a inteligência artificial compreenda contexto, localização e elementos visuais em tempo real.

Além disso, será possível ouvir músicas que combinem com o ambiente, com sons claros, nítidos e discretos. Tudo reproduzido nos alto-falantes supra-auriculares. 

SEGMENTO ESTÁ PRESENTE EM OUTRAS GIGANTES

O avanço dos óculos inteligentes não acontece apenas dentro do Google. Nos últimos meses, grandes empresas de tecnologia passaram a acelerar projetos ligados a dispositivos vestíveis com inteligência artificial integrada.

A Meta foi uma das companhias que conseguiu maior repercussão inicial no setor com os modelos desenvolvidos em parceria com a EssilorLuxottica, dona da Ray-Ban e da Oakley. Os dispositivos utilizam o assistente de IA da empresa e venderam cerca de 7 milhões de unidades em 2025, segundo a CNBC

Em setembro do ano passado, a Meta também apresentou uma versão com tela integrada, permitindo visualizar mensagens, legendas ao vivo e prévias de fotos diretamente na lente do dispositivo. A Apple também trabalha em projetos próprios de óculos inteligentes. Outras empresas, como a Snap e a Alibaba, estão produzindo seus modelos próprios de óculos com inteligência artificial.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais