Por que os brasileiros estão buscando inovação na Ásia?

Marcas, investimentos e eventos aproximam o Brasil de países asiáticos e ampliam as referências de quem busca novas oportunidades de negócios

Montagem de rua movimentada à noite, com letreiros luminosos em japonês, vista por um recorte em formato de binóculos sobre fundo verde.
Marcas, influência cultural e eventos aproximam os brasileiros dos mercados e das oportunidades de inovação na Ásia.

Franklin Costa 4 minutos de leitura
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Quem trabalha com inovação já percebeu que a Ásia entrou de vez na conversa.

E não é só uma impressão do algoritmo das redes sociais. Os dados mostram que a relação entre o Brasil e os países asiáticos tem se estreitado.

Em 2025, 110,6 mil brasileiros foram ao Japão, quase 30% a mais que no ano anterior.

Já a Coreia do Sul recebeu 41.607 brasileiros, um recorde e uma alta de 25%. O país também vê crescer o interesse de executivos e grupos que vão atrás de feiras e eventos.

O caminho inverso também acontece: 113.228 chineses vieram ao Brasil entre janeiro e agosto de 2026, mais do que em todo o ano de 2025. E, em 2025, o Brasil foi o país que mais recebeu investimentos chineses no mundo, com US$ 6,1 bilhões.

O intercâmbio é real, mas por que ele está em ascensão?

DA SONY À BYD

Nos anos 1990, a TV da sua casa podia ser japonesa, da Sony ou da Panasonic, e o videogame, da Nintendo.

Nos anos 2000, o celular e o computador podem ter virado Samsung ou LG.

Agora, a NielsenIQ chama esse movimento de terceira onda asiática no Brasil: a das marcas chinesas, que já somam 21% do faturamento de eletroeletrônicos por aqui. Em 2019, eram 16%.

Parece que o Brasil piscou e a Ásia passou a estar em quase tudo nas nossas casas.

São as compras na Shopee, AliExpress e Temu. Os eletrônicos da Samsung, LG, Acer, Razer e Lenovo. Os carros da Toyota, Honda e Hyundai. E, cada vez mais, da BYD e da GWM: em agosto de 2026, a BYD ficou em quarto lugar no ranking geral de automóveis e comerciais leves, próxima da terceira posição.

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Mas não é só o impacto nos produtos que justifica o interesse brasileiro na Ásia.

CONSTRUINDO UMA NOVA IMAGEM

Pela primeira vez em cerca de 20 anos de pesquisa do Pew Research Center, a China aparece em melhor posição do que os Estados Unidos na maioria dos 36 países ouvidos.

E “não é coincidência que essa tendência surja em meio a um declínio mais amplo da imagem global dos Estados Unidos”, como disse a pesquisadora de pós-doutorado Mayara Araujo à Marie Claire.

Há um esforço intencional do governo chinês para essa mudança. Mas há também, e principalmente, um Brasil que começa a se desvincular do imaginário sobre a China que nos era apresentado até então.

Já a hallyu, a onda coreana, nem é preciso explicar, né? Se tiver curiosidade, vale conferir este artigo sobre a exportação de experiências pela Coreia do Sul, que acabamos de enviar na newsletter do oclb.

É fato: a China e outros países asiáticos em ascensão começaram a falar mais por si. E os próximos anos do século XXI prometem nos aproximar ainda mais do outro lado do mundo.

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A ÁSIA NO CALENDÁRIO DE EVENTOS, FEIRAS E CONFERÊNCIAS

O calendário de eventos, feiras e conferências de inovação é outro indicativo.

Há eventos locais atraindo cada vez mais visitantes de fora, como a WAIC e a CIIE, em Xangai, e a SusHi Tech, em Tóquio.

E há eventos internacionais de inovação e criatividade fazendo uma parada por lá, como o South Summit, que teve uma edição na Coreia do Sul, e a CCXP, que chega ao país em 2027.

Acompanhando os eventos estadunidenses nos últimos anos, a gente viu a Ásia ganhar espaço aos poucos nas conversas.

Reparamos também na presença cada vez maior de chineses em eventos por aqui, como o Rio Innovation Week, o Web Summit Rio e o South Summit.

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E POR QUE TUDO ISSO IMPORTA?

Quem não acompanha esse movimento, seja viajando para a Ásia ou participando de eventos aqui mesmo no Brasil, perde oportunidades de negócios, repertório e uma visão mais completa sobre onde surgem as inovações que vão influenciar cada vez mais o nosso mercado nos próximos anos.

Foi essa leitura que nos levou a montar a primeira jornada em grupo do oclb journey para a China e a Coreia do Sul neste ano: ver de perto o que, daqui, ainda chega com muitos filtros.

Para acompanhar nossa primeira jornada asiática em grupo rumo à China e à Coreia do Sul, siga os perfis do oclb no Instagram e no LinkedIn e acompanhe as newsletters.


SOBRE O AUTOR

Franklin Costa é cofundador da consultoria de inovação oclb. saiba mais