Instagram, Facebook e WhatsApp serão pagos? Entenda os novos planos da Meta

A empresa amplia uso de IA e prepara pacotes pagos para apps populares

Símbolo da Meta
As novas assinaturas não substituem o Meta Verified, serviço focado em criadores e empresas. Créditos: Freepik

Guynever Maropo 2 minutos de leitura

A Meta prepara uma nova fase de monetização ao testar assinaturas pagas que dão acesso a recursos exclusivos em seus aplicativos. A estratégia mira usuários que buscam mais controle, produtividade e ferramentas avançadas de criação, sem eliminar as funções gratuitas já existentes nas plataformas.

De acordo com o TechCrunch, no segundo movimento dessa estratégia, a empresa adota um modelo flexível, de testes e ajustes contínuos, no qual diferentes pacotes serão avaliados ao mesmo tempo.

A ideia é entender quais combinações de recursos realmente fazem sentido para públicos distintos, como usuários comuns, criadores de conteúdo e empresas.

Leia mais: Meta desiste do metaverso e acelera ofensiva em inteligência artificial

O QUE PODE MUDAR COM AS NOVA ASSINATURAS?

A proposta prevê experiências premium no Instagram, Facebook e WhatsApp, com recursos exclusivos e maior personalização no uso das redes. Cada aplicativo poderá ter sua própria assinatura, com funcionalidades específicas, sem um pacote único obrigatório para todo o ecossistema.

Dentro desse plano, a empresa também pretende expandir o Manus, agente de Inteligência Artificial adquirido recentemente por US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões). A ferramenta será integrada aos produtos da companhia e, ao mesmo tempo, oferecida por meio de assinaturas independentes voltadas ao mercado corporativo.

Além disso, a empresa testa modelos de cobrança para recursos de IA generativa, como o Vibes, experiência de vídeos curtos integrada ao Meta AI. Hoje gratuito, o recurso deve passar a operar em formato freemium, com assinatura mensal para liberar opções avançadas de criação e edição de vídeos.

Leia mais: Meta passa por quarta reestruturação em IA em apenas seis meses; veja o que muda

COMO DEVEM FUNCIONAR OS NOVOS PLANOS?

No Instagram, por exemplo, testes indicam acesso a listas de público ilimitadas, visualização de seguidores que não seguem de volta e a possibilidade de ver Stories sem notificar o autor. Já no WhatsApp e no Facebook, os recursos pagos ainda não foram detalhados.

As novas assinaturas não substituem o Meta Verified, serviço focado em criadores e empresas que oferece selo de verificação, suporte contínuo e proteção contra falsificação. A empresa afirma que o aprendizado com esse modelo ajudará a aprimorar as novas ofertas, agora pensadas para um público mais amplo.

Apesar do potencial de aumento de receita, a iniciativa enfrenta o desafio da fadiga de assinaturas. Com diversos serviços disputando espaço no orçamento mensal dos usuários, a empresa precisará entregar valor claro para justificar mais um pagamento recorrente, como já fez a concorrência com planos pagos em redes sociais.

Ainda de acordo com a reportagem do TechCrunch, a Meta afirma que irá ouvir a comunidade e ajustar os produtos com base no feedback, antes de ampliar o lançamento das assinaturas ao longo dos próximos meses.


SOBRE A AUTORA

Jornalista, pós-graduando em Marketing Digital, com experiência em jornalismo digital e impresso, além de produção e captação de conte... saiba mais