Expansão da IA generativa no Brasil: veja as profissões que estão em alta
A tecnologia deixou de ser tendência e passou a ocupar espaço central nas decisões de negócios

Um novo levantamento mostra que a Inteligência Artificial (IA) ganhou ainda mais força no mercado de trabalho brasileiro ao longo do último ano. O avanço aparece no aumento expressivo das matrículas em cursos corporativos relacionados a Inteligência Artificial Generativa, enquanto empresas também buscam por candidatos produtivos e com potencial de adaptação tecnológica.
O estudo Job Skills Report 2026 da Coursera, plataforma global de aprendizado online, aponta que as matrículas em IA generativa cresceram 617% na comparação anual.
O número revela que a tecnologia deixou de ser tendência e passou a ocupar espaço central nas decisões de negócios. No mesmo período, o total de matrículas corporativas subiu 125%, sinalizando um esforço mais amplo de requalificação profissional dentro das empresas.
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Esse avanço não acontece de forma isolada, a expansão acompanha diretrizes públicas voltadas ao desenvolvimento tecnológico, com foco em infraestrutura, governança e capacitação. Na prática, o país começa a redesenhar sua base de habilidades para lidar com uma economia cada vez mais orientada por dados e automação.
PROFISSÕES EM ALTA COM IA
O levantamento destaca três áreas que concentram o crescimento mais acelerado no Brasil. O campo de Dados aparece como um dos pilares dessa mudança. A procura por conhecimentos como SQL e análise de dados aumentou de forma significativa, refletindo a necessidade de interpretar grandes volumes de informação com apoio da IA.
Na área de Tecnologia da Informação, o crescimento está ligado à sustentação da nova infraestrutura digital. Segurança de redes e computação em nuvem ganham espaço à medida que empresas ampliam operações e precisam proteger sistemas mais complexos e conectados.
Já em Desenvolvimento de Software e Produto, surge um novo perfil profissional, a separação entre desenvolvedor tradicional e especialista em IA começa a desaparecer. Em seu lugar, cresce a demanda por profissionais capazes de criar soluções integradas, que combinam programação com modelos de aprendizado de máquina.
HABILIDADES HUMANAS
Apesar do avanço técnico, o estudo indica que a tecnologia sozinha não garante resultados. O crescimento de 289% em pensamento crítico e de 244% em gestão da mudança mostra que empresas também investem em competências humanas.
Esse movimento reflete uma necessidade prática. A adoção de IA exige adaptação cultural, revisão de processos e capacidade de tomada de decisão. Sem isso, ferramentas avançadas podem não gerar o impacto esperado na produtividade.
A combinação entre habilidades técnicas e comportamentais passa a ser vista como fator decisivo para o crescimento sustentável. Organizações que conseguem equilibrar esses dois aspectos tendem a responder melhor às mudanças do mercado.
O avanço da IA também altera o perfil das funções dentro das empresas. Profissionais de dados passam a atuar menos na operação direta e mais na validação e interpretação de resultados gerados por sistemas inteligentes.
Entre as competências que mais crescem estão instruções multimodais, engenharia de prompts e personalização por IA. Esses conhecimentos mostram que o uso da tecnologia se torna mais estratégico e menos operacional.
No desenvolvimento de software, ganham destaque áreas como redes neurais, aprendizado supervisionado e arquiteturas de modelos generativos. Em TI, habilidades ligadas a processamento de linguagem natural e métodos de aprendizado de máquina passam a fazer parte do cotidiano.
PARTICIPAÇÃO FEMININA
O relatório também aponta aumento da presença feminina nas matrículas corporativas em IA generativa. A participação subiu de 36% para 41% em um ano, indicando avanço na diversidade dentro das áreas tecnológicas.
Ao mesmo tempo, cresce o engajamento em cursos técnicos ligados a dados, tecnologia e desenvolvimento, o movimento sugere uma abertura maior para novos perfis profissionais em setores historicamente concentrados.
Os dados indicam que o Brasil vive uma mudança estrutural no mercado de trabalho e a rápida adoção da IA generativa não apenas cria novas funções, mas também redefine habilidades essenciais.