Sam Altman, Elon Musk e Mark Zuckerberg: a geração Z não confia em vocês
Pesquisa com norte-americanos de até 35 anos revela ceticismo em relação à IA, aos seus líderes e à expansão dos data centers

A desconfiança em relação à inteligência artificial não é novidade. Pesquisas recentes mostram que 52% dos adultos nos Estados Unidos se sentem mais preocupados do que animados com o avanço da IA na vida cotidiana, enquanto quase três quartos dos norte-americanos são contrários à construção de novos data centers em suas regiões.
O quadro é um pouco diferente no Brasil: 87% dos entrevistados pelo Instituto Locomotiva já usaram IA de forma ativa e 75% consideram seguro o seu uso em serviços públicos (o número sobe para 82% nas classes AB e entre pessoas com ensino superior). A pesquisa foi feita em conjunto com a OpenAI e publicada em fevereiro.
Mas outras pesquisas indicam que as pessoas desconfiam dos líderes que estão à frente da indústria de IA. Uma nova pesquisa da CNBC e da Generation Lab perguntou a norte-americanos com menos de 35 anos o que pensam sobre o estado da IA, da economia, da política e de outros temas.
Os resultados apontam para uma parcela expressiva da população dos EUA que não confia nem na inteligência artificial nem nas pessoas responsáveis por conduzir seu desenvolvimento.
A pesquisa perguntou aos jovens o que pensavam sobre nove dos principais nomes da indústria de IA, incluindo oito CEOs de empresas de tecnologia.
Nenhum deles conquistou a confiança dos entrevistados para agir de forma responsável em relação à IA. O nome mais bem avaliado na pesquisa, o CEO da Microsoft, Satya Nadella, ainda assim teve um resultado ruim: 65% dos entrevistados disseram não confiar nele.
Os resultados pioram a partir daí. Cerca de 70% disseram não confiar em Sam Altman, da OpenAI; Elon Musk, da SpaceX; Mark Zuckerberg, da Meta; e Jensen Huang, da Nvidia.
Metade dos entrevistados acredita que a economia doa Estados Unidos vai piorar.
Mais abaixo na lista, 74% dos jovens norte-americanos disseram não confiar no CEO da Alphabet, Sundar Pichai, e 76% afirmaram o mesmo sobre o CEO da Anthropic, Dario Amodei.
Dois representantes da Palantir ocupam as últimas posições da lista: o presidente do conselho, Peter Thiel, com 79% de desconfiança, e o CEO Alex Karp, com 81%.
A falta de confiança nos líderes da IA se estende à percepção sobre o impacto da própria tecnologia. Quase metade dos entrevistados (45%) acredita que a IA terá um impacto negativo em suas carreiras, contra apenas 10% que acham que ela vai ajudará profissionalmente.
Três quartos dos entrevistados (76%) defendem que a IA seja regulamentada pelo governo ou por “um órgão independente de especialistas”, enquanto 60% dizem que a construção de data centers “precisa ser desacelerada”.
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A pesquisa também perguntou aos jovens o que pensam sobre a economia nacional dos EUA. A resposta foi majoritariamente negativa: 80% classificaram a economia como “ruim”, “muito ruim” ou “não poderia estar pior”.
Eles também não estão otimistas em relação ao futuro da economia. Metade dos entrevistados (50%) acredita que ela “vai piorar”, enquanto 22% dizem acreditar que irá melhorar.
Com informações da redação da Fast Company Brasil