Mini robô da Apple? Entenda o projeto que quer transformar a Siri em um assistente físico

Acessório apresentado na CES 2026 aponta novos caminhos para o uso do smartphone no trabalho

Mini robô com símbolo da Apple
A novidade indica uma mudança no papel do celular no dia a dia. Crédito: imagem gerada com auxílio de IA ChatGPT.

Guynever Maropo 3 minutos de leitura

Durante a maior feira de tecnologia do mundo, a CES 2026, em Las Vegas, a Apple apresentou uma atualização de negócio que transforma o iPhone em um pequeno robô de mesa, ao integrá-lo a um acessório inteligente.

Em meio a televisores gigantes, robôs humanoides e soluções futuristas, um produto menor chamou atenção ao propor uma nova função para o celular. A proposta é simples: usar o iPhone como o “cérebro” e o “rosto” de um assistente robótico discreto.

Leia mais: Apple integra o Gemini da Google à Siri; veja o que muda no iPhone.

COMO VAI FUNCIONAR?

Segundo informações do Gizmodo, à primeira vista, o dispositivo lembra uma base comum de carregamento de mesa. Ele organiza cabos, mantém o celular na vertical e ocupa pouco espaço no ambiente de trabalho.

Ao encaixar o iPhone, o acessório revela sua principal função. O suporte atua como um hub de energia, com portas USB C, USB A e carregamento magnético, permitindo alimentar vários dispositivos ao mesmo tempo.

O diferencial aparece quando o carregamento sem fio é ativado. Um aplicativo de Inteligência Artificial entra em funcionamento e transforma a tela do iPhone em um rosto animado.

Expressões visuais, olhos em movimento e reações em tempo real fazem o celular assumir o papel de um assistente robótico. O telefone deixa de ser apenas uma tela estática e passa a interagir com o usuário.

Leia mais: Apple Intelligence: descubra se o seu iPhone está na lista de modelos compatíveis.

O dispositivo não possui câmera, microfone ou tela integrados. Toda a experiência depende exclusivamente do iPhone, que fornece sensores, áudio, imagem e processamento.

Essa escolha reduz custos e evita a criação de mais um gadget independente. O acessório ocupa o lugar de algo que já existe na mesa, sendo o carregador do celular.

O suporte foi projetado para girar e inclinar automaticamente. Durante interações, o “robô” acompanha pequenos movimentos do usuário, reforçando a sensação de presença.

O design aposta em linhas simples e aparência amigável. A intenção é tornar a tecnologia menos fria e mais integrada ao ambiente de trabalho.

Leia mais: Apple prepara lançamento do primeiro iPhone dobrável para 2026; veja o que já se sabe.

QUAL SERÁ A FUNÇÃO?

Apesar do visual leve, o uso é voltado à produtividade. A Inteligência Artificial oferece notificações contextuais, apoio em reuniões e integração com ferramentas de trabalho.

Com o iPhone sempre à frente, o sistema reduz a necessidade de manusear o celular. O assistente informa, reage e responde apenas quando necessário.

O produto funciona exclusivamente com iPhone. A limitação é para explorar ao máximo o ecossistema da Apple, sem buscar compatibilidade universal.

A proposta aposta em profundidade de integração, não em alcance amplo. O acessório foi desenhado para quem já usa o iPhone como dispositivo central.

O conceito dialoga com uma tendência do setor de reduzir a quantidade de gadgets sobre a mesa. Um único acessório reúne carregador, suporte e assistente inteligente.

A inovação está menos no hardware e mais na experiência. O robô só existe porque reaproveita o iPhone, transformando um objeto comum em algo interativo.

A empresa responsável planeja lançar o produto por meio de financiamento coletivo a partir de março. O preço ainda não foi confirmado, mas a estimativa aponta valor abaixo de US$ 300 (R$ 1,5 mil).

Se confirmado, o acessório deve competir com hubs premium e dispositivos inteligentes de mesa, oferecendo um diferencial claro de interação.

A novidade indica uma mudança no papel do celular no dia a dia. Em vez de ficar parado enquanto carrega, o smartphone passa a assumir novas funções no ambiente.

VOCÊ PODE SE INTERESSAR:

Nesse cenário, acessórios inteligentes podem redefinir o uso do iPhone, dando forma física e comportamento a um dispositivo que já faz parte da rotina.


SOBRE A AUTORA

Jornalista, pós-graduando em Marketing Digital, com experiência em jornalismo digital e impresso, além de produção e captação de conte... saiba mais