“Óculos de tarado”: Zuckerberg responde às críticas contra os smart glasses da Meta
Polêmica envolve gravações sem consentimento e levou a Meta a apostar também em um modelo de óculos sem câmera

Os óculos inteligentes da Meta voltaram ao centro de uma discussão sobre privacidade depois de usuários e críticos associarem o produto a gravações feitas sem consentimento.
Em entrevista à NBC News, o CEO Mark Zuckerberg respondeu às críticas e afirmou que a parcela de pessoas que tenta modificar os dispositivos para realizar esse tipo de uso é pequena.
A polêmica ganhou força justamente quando a Meta apresentou novos modelos de óculos com inteligência artificial. Entre eles está o Ray-Ban Meta Audio, que não possui câmera, mas mantém recursos de áudio e acesso ao assistente de IA da empresa.
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POR QUE O PÚBLICO APELIDOU O ACESSÓRIO DE "ÓCULOS DE TARADO"
Durante a entrevista, Zuckerberg foi questionado sobre o apelido “óculos de tarado”, usado para se referir aos óculos inteligentes da Meta por causa de relatos de pessoas utilizando as câmeras para gravar outras sem autorização.
O problema está relacionado principalmente ao uso dos modelos com câmera. Os dispositivos possuem um indicador luminoso para sinalizar quando estão registrando imagens, mas houve casos de usuários tentando alterar ou cobrir esse mecanismo.
Segundo Zuckerberg, menos de 0,1% dos usuários teriam tentado modificar os óculos dessa maneira. O executivo classificou o número como uma parcela muito pequena e afirmou que a Meta trabalha para bloquear esse tipo de comportamento.
ZUCKERBERG DIZ QUE META LEVA PRIVACIDADE A SÉRIO
O CEO também defendeu as medidas adotadas pela empresa para alertar pessoas próximas quando os óculos estão sendo usados para registrar imagens. De acordo com Zuckerberg, a Meta adicionou proteções ao produto desde o início do desenvolvimento.
A empresa afirmou que o indicador luminoso não pode ser desativado durante uma gravação e que a câmera é desabilitada caso o sistema detecte que o mecanismo foi adulterado.
A questão, porém, continua gerando preocupação. Os óculos inteligentes da Meta estão entre os dispositivos de IA que enfrentam questionamentos sobre gravações sem consentimento.
META APOSTA EM ÓCULOS SEM CÂMERA
A Meta também apresentou o Ray-Ban Meta Audio, modelo que elimina a câmera e concentra a experiência em áudio, chamadas, música, podcasts e interação com a inteligência artificial.
A empresa afirmou que o produto foi desenvolvido antes da atual onda de críticas e não surgiu como resposta direta à polêmica.
Os novos óculos começam em US$ 349 e têm previsão de pré-venda a partir de 13 de outubro nos Estados Unidos. Ao retirar a câmera, a Meta também reduz um dos principais pontos de preocupação relacionados aos seus modelos anteriores.
Ainda assim, a discussão sobre privacidade permanece ligada ao avanço dos dispositivos de IA vestíveis. O caso mostra como empresas do setor precisam lidar não apenas com os recursos oferecidos pelos aparelhos, mas também com a forma como eles podem ser utilizados por terceiros.