OpenAI prepara smartphone com agentes de IA no lugar de aplicativos

A ideia seria criar um aparelho no qual tarefas do dia a dia fossem executadas por agentes de IA

fachada do edifício sede da OpenAI na Califórnia
Crédito: Dreamstime

Joyce Canelle 2 minutos de leitura

A OpenAI pode anunciar nos próximos anos um novo passo no mercado de tecnologia: um smartphone próprio baseado em agentes de Inteligência Artificial (IA) que substituiriam os aplicativos tradicionais.

De acordo com o Tech Crunch, o projeto estaria em desenvolvimento com apoio de empresas do setor de chips e manufatura, com a proposta de mudar a forma como usuários interagem com celulares.

A ideia seria criar um aparelho no qual tarefas do dia a dia fossem executadas por agentes de IA.

Em vez de abrir diferentes aplicativos para pedir comida, organizar agenda, responder mensagens ou buscar informações, o usuário poderia recorrer a assistentes inteligentes capazes de centralizar comandos e ações.

Esse modelo reduziria a dependência das lojas de aplicativos e dos sistemas fechados, hoje dominados por grandes empresas do setor. Com um ecossistema próprio, a OpenAI teria mais liberdade para integrar recursos de inteligência artificial em todo o aparelho.

PARCERIAS INDUSTRIAIS ESTARIAM EM DISCUSSÃO

O relatório aponta que a OpenAI trabalharia em parceria com a MediaTek e a Qualcomm no desenvolvimento de chips voltados ao dispositivo. Já a Luxshare apareceria como parceira de design e produção.

Essas empresas têm histórico na cadeia global de smartphones e componentes, o que reforça a leitura de que o projeto, se confirmado, teria ambição comercial em larga escala.

Um dos diferenciais citados seria a capacidade de o aparelho compreender continuamente o contexto do usuário. Isso significa interpretar hábitos, rotinas, localização e preferências para antecipar demandas e oferecer respostas mais rápidas.

Na prática, o celular poderia sugerir tarefas, organizar compromissos e executar comandos de forma automática, combinando modelos menores instalados no próprio aparelho com sistemas mais avançados operando na nuvem.

MERCADO JÁ DISCUTE FUTURO SEM APPS

A possibilidade de um telefone sem aplicativos não é exclusiva da OpenAI. Outras empresas de tecnologia também defendem que a próxima geração de dispositivos será guiada por inteligência artificial integrada, com menos ícones na tela e mais comandos naturais por voz ou texto.

Executivos do setor vêm apontando que a tendência é substituir a navegação manual por sistemas capazes de resolver demandas diretamente.

Segundo Ming-Chi Kuo, as especificações finais do aparelho e a definição de fornecedores poderiam ocorrer até o fim deste ano ou no começo de 2027. A produção em massa, porém, estaria prevista apenas para 2028.

No início de 2026, representantes da OpenAI já haviam indicado que o primeiro produto de hardware da empresa deve ser anunciado no segundo semestre deste ano. Até agora, a companhia não comentou oficialmente os rumores sobre um smartphone.


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Bacharel em Jornalismo, com trajetória em redação, assessoria de imprensa e rádio, comprometida com a comunicação eficiente e a produç... saiba mais