Pinterest: CEO propõe banir redes sociais para jovens menores de 16 anos

Ao adotar esse posicionamento, executivo se distancia da maioria dos líderes de grandes empresas de tecnologia atualmente

fotos da rede social pinterest
Crédito: Linkedin/ Bill Ready

Larissa Crippa 2 minutos de leitura

O CEO do Pinterest, Bill Ready, afirmou na última sexta-feira (20) que líderes globais deveriam proibir o uso de redes sociais por jovens com menos de 16 anos. A declaração foi publicada em um post no LinkedIn.

A fala ocorre enquanto acontece, em Los Angeles, um julgamento que discute os efeitos das plataformas digitais na vida de adolescentes. 

No caso, Google e Meta são acusadas de que seus aplicativos contribuíram para uma crise de saúde mental entre jovens, e o júri ainda delibera sobre o resultado.

MENORES NAS REDES AO REDOR DO MUNDO

Além desse cenário nos EUA, outros países também se mobilizam para mudar a presença digital de menores nas redes. 

A Austrália saiu na frente ao proibir, desde dezembro de 2025, o uso dessas plataformas por menores de 16 anos, com multas para empresas que não cumprirem a regra.

 Já na Alemanha, adolescentes entre 13 e 16 anos só podem usar redes sociais com consentimento dos pais. Outras regiões na Europa se organizam de forma similar.

No Brasil, o ECA Digital entrou em vigor na metade deste mês para exigir obrigações estruturais claras para empresas de tecnologia quando crianças e adolescentes estão entre seus usuários.

Exigências como mecanismos mais confiáveis de verificação de idade, configurações de privacidade ativadas por padrão e limites mais rígidos para coleta de dados agora são lei no país.

O QUE DEFENDE O CEO DO PINTEREST?

No texto, Ready defendeu a criação de uma regra clara que impeça o acesso de menores de 16 anos às redes sociais, com aplicação efetiva das leis e responsabilização tanto dos sistemas operacionais quanto dos aplicativos. 

Por enquanto, o Pinterest não se pronunciou sobre a publicação. Segundo o próprio site da empresa, a idade mínima para criar uma conta no Pinterest nos Estados Unidos é de 13 anos.

Além disso, nos últimos anos, a plataforma tem investido para ampliar sua presença entre a geração Z, formada por pessoas nascidas entre 1997 e 2012. 

Ao adotar esse posicionamento, o executivo se distancia da maioria dos líderes de grandes empresas de tecnologia, que enfrentam pressão crescente de reguladores, tribunais e legisladores para mudar o uso de seus produtos por crianças e adolescentes, especialmente diante de preocupações com a saúde mental.

O discurso sobre a regularização das redes sociais deve tomar diversos rumos nos próximos meses, principalmente com a pressão e vigilância de figuras públicas e entidades sem fins lucrativos voltadas à proteção da infância e adolescência. 


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