Podem acessar meu celular remotamente? Entenda o “golpe da mão fantasma”
Especialistas em cibersegurança alertam que as vítimas são enganadas por técnicas de manipulação psicológica, conhecidas como engenharia social

Nos últimos anos, à medida que a sociedade se tornou mais digital, cresceu também a sofisticação de golpes virtuais. Um dos crimes que mais preocupa especialistas em segurança é o chamado “golpe da mão fantasma”, que permite que criminosos acessem remotamente celulares de vítimas, geralmente se passando por funcionários de bancos.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e especialistas em cibersegurança alertam que as vítimas são enganadas por técnicas de manipulação psicológica, conhecidas como engenharia social, para fornecer dados confidenciais ou permitir o controle de seus dispositivos.
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COMO FUNCIONA O GOLPE DA MÃO FANTASMA?
O golpe tem início quando o criminoso entra em contato com a vítima, muitas vezes informando que a conta bancária foi invadida ou que há movimentações suspeitas.
Para “resolver o problema”, o golpista solicita que o usuário instale um aplicativo no celular, geralmente através de links enviados por SMS, e-mail ou WhatsApp.
Uma vez instalado, o software permite que o criminoso acesse o aparelho remotamente, podendo controlar configurações, instalar outros aplicativos maliciosos e até realizar transações bancárias se senhas estiverem salvas de forma insegura no dispositivo.
Com a popularização de aplicativos de acesso remoto legítimos durante a pandemia, os criminosos passaram a se aproveitar dessas ferramentas, aumentando a credibilidade do golpe.
Vale lembrar que os bancos nunca ligam para clientes pedindo a instalação de apps, nem solicitam senhas, números de cartões ou transferências para regularizar supostas irregularidades.
RISCOS E VULNERABILIDADES
O perigo do golpe aumenta quando usuários armazenam senhas de forma insegura, seja em blocos de notas, mensagens ou e-mails, ou usam a mesma senha para diferentes serviços.
Esses hábitos facilitam que os criminosos obtenham informações importantes assim que ganham acesso remoto ao dispositivo.
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Aplicativos bancários, por outro lado, são desenvolvidos com sistemas de segurança avançados, não havendo registro de violação, e exigem o uso da senha pessoal do cliente para qualquer operação.
COMO SE PROTEGER?
Especialistas em segurança digital indicam quatro medidas fundamentais para reduzir o risco de se tornar vítima:
1. Desconfie de comunicações suspeitas
Não clique em links antes de confirmar a autenticidade da mensagem com o banco pelos canais oficiais.
2. Ative a autenticação em dois fatores (2FA)
Esta camada adicional exige um código gerado no celular, dificultando o acesso não autorizado.
3. Monitore a movimentação da conta
Confira regularmente saldos e extratos, e ative alertas para transações via SMS ou notificações push.
4. Evite anotar senhas no celular
Utilize gerenciadores de senhas confiáveis ou mantenha senhas registradas de forma segura em local físico.
O QUE FAZER SE CAIR NO GOLPE?
De cordo com a Surfix Cloud & Data Center, se houver suspeita de invasão, a primeira ação é contatar imediatamente o banco para bloquear a conta e operações não autorizadas.
Desligar o celular pode interromper o acesso remoto, e a restauração do aparelho aos padrões de fábrica ajuda a eliminar malwares.
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Além disso, é recomendável registrar um boletim de ocorrência em delegacias especializadas ou plataformas online, e instalar um antivírus confiável para prevenção futura. O golpe da mão fantasma reforça a importância da atenção redobrada no mundo digital.