Startup de Phoebe Gates é acusada de lucrar com vendas que não gerou
A Phia é acusada de usar cookies para receber comissões por vendas mesmo quando não teria contribuído para a conclusão das compras

“Cookie stuffing”, infelizmente, não tem nada a ver com doces açucarados ou pratos de ceias natalinas. A prática colocou Phoebe Gates, filha de Bill e Melinda Gates, em uma situação complicada.
Mais especificamente, a cofundadora da Phia, uma startup de compras com inteligência artificial, está sendo criticada porque a empresa teria se envolvido nessa prática, segundo uma reportagem recente da Bloomberg.
“Cookie stuffing” é um tipo de fraude de marketing de afiliados que envolve o uso de “cookies” não autorizados (pequenos arquivos de dados armazenados no navegador de um usuário).
A Phia funciona como uma espécie de assistente de compras. Quando os usuários instalam a extensão da Phia em um navegador como Chrome ou Safari, ela pode ajudá-los a encontrar cupons ou códigos de desconto antes de finalizar uma compra online.
A Phia gera receita ao receber uma comissão do varejista por ajudar a concluir a venda. O problema é que a extensão do navegador passaria efetivamente a reivindicar o crédito pela venda mesmo quando ela não tivesse sido concluída ou quando o consumidor não tivesse realizado uma ação específica exigida para que a empresa pudesse receber essa comissão.
Assim, a Phia estaria gerando receita por meio dessa prática, possivelmente sem ter contribuído para a realização da venda.
O “cookie stuffing” resulta em perda de receita para os varejistas e pode levar a acusações e penalidades criminais. Em alguns casos, a prática já foi processada como fraude eletrônica.
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Como informa a Bloomberg, Phoebe Gates, de 23 anos, e a cofundadora da Phia, Sophia Kianni, enfrentam acusações de que a empresa não apenas teria praticado “cookie stuffing”, mas também teria feito isso conscientemente por vários meses, utilizando algumas estratégias diferentes. A prática afetou diretamente marcas como Nike e Nordstrom.
Vale destacar que o “cookie stuffing” não é exatamente uma novidade. Em 2014, por exemplo, Shawn Hogan, ex-CEO de uma empresa de software de San Diego, foi condenado a cinco meses de prisão e a uma multa de US$ 25 mil por participar de um esquema de “cookie stuffing” contra o eBay.
Embora os programas de marketing de afiliados sejam onipresentes, a maioria não permite esse tipo de prática.