Biometria no INSS: governo define novos prazos para beneficiários

A exigência busca reduzir fraudes e ampliar a segurança em benefícios previdenciários

INSS
Os beneficiários terão dois anos para se adaptar às novas regras. Foto: Imagem gerada com auxílio do ChatGPT.

Lilian Campos 2 minutos de leitura

O Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) ampliou os prazos para a adoção obrigatória da biometria para beneficiários do INSS. 

Segundo o Ministério da Previdência Social, as pessoas que ainda não possuem nenhum cadastro biométrico terão até janeiro de 2027 para emitir a Carteira de Identidade Nacional (CIN). 

Já quem já possui biometria cadastrada em bases oficiais poderá continuar utilizando esses dados até janeiro de 2028.

As mudanças fazem parte da estratégia do governo para unificar os sistemas de identificação e aumentar a segurança contra fraudes em benefícios previdenciários.

QUEM PRECISARÁ FAZER A BIOMETRIA

Segundo o INSS, desde novembro de 2025 novos pedidos de benefícios já exigem algum tipo de cadastro biométrico válido, utilizando dados da CIN, da CNH, do título de eleitor ou de outras bases oficiais aceitas pelo governo.

Quem ainda não possui nenhuma biometria registrada precisará emitir a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) para continuar acessando determinados serviços futuramente.

Já os beneficiários que possuem biometria vinculada à CNH, Justiça Eleitoral ou passaporte poderão continuar utilizando esses registros durante o período de transição definido pelo governo.

O QUE MUDA EM 2027 E 2028

O cronograma divulgado pelo governo estabelece duas datas principais para a mudança.

A partir de janeiro de 2027, pessoas sem nenhum cadastro biométrico oficial precisarão emitir obrigatoriamente a CIN para novos pedidos de benefícios previdenciários.

Já em janeiro de 2028, a biometria vinculada à Carteira de Identidade Nacional passará a ser o padrão definitivo para concessão, renovação e manutenção de benefícios do INSS.

Essa medida busca centralizar a identificação dos cidadãos em uma base mais moderna e segura.

O governo também afirmou que a integração biométrica deve dificultar fraudes e acelerar procedimentos digitais em plataformas como gov.br e Meu INSS.

SAIBA COMO FAZER O CADASTRO BIOMÉTRICO

O primeiro passo para quem ainda não possui biometria é emitir a Carteira de Identidade Nacional.

O agendamento pode ser feito pelo portal oficial do governo, onde cada estado informa os locais responsáveis pela coleta biométrica.

A versão digital da CIN também permite integração com outros documentos, como CNH e título de eleitor.

Conforme foi publicado na Fast Company Brasil, o governo pretende ampliar o uso da biometria em serviços digitais e no acesso a benefícios assistenciais nos próximos anos.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais