6 falhas que podem colocar sua estratégia de IA em xeque

Veja os erros mais comuns que podem dificultar a adoção da inteligência artificial nas empresas

IA no trabalho
Créditos: Steve Johnson/ Olia Danilevich/ Pexels)

Lilian Campos 2 minutos de leitura
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A adoção de inteligência artificial nas empresas envolve mais do que escolher uma ferramenta e disponibilizá-la para os funcionários. A forma de incorporar a tecnologia à rotina pode determinar se a estratégia trará resultados ou enfrentará resistência.

Um levantamento da Great Place To Work (GPTW) citado pela organização mostra que funcionários que confiam na maneira como seus líderes os incentivam a usar IA têm 2,5 vezes mais chances de utilizar a tecnologia mensalmente. Confira seis erros que podem comprometer esse processo.

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1. LÍDERES NÃO DÃO O EXEMPLO

Quando os gestores não incorporam a IA ao próprio trabalho, a adoção pode perder força entre os demais funcionários. Para a GPTW, a liderança tem papel importante na criação de confiança e no incentivo ao uso da tecnologia.

A organização cita uma pesquisa que relaciona a confiança nos líderes à frequência de utilização da IA pelos funcionários.

2. FUNCIONÁRIOS NÃO PARTICIPAM DA ESTRATÉGIA

Outro problema ocorre quando a gestão define processos de IA sem consultar as pessoas que realizam as atividades diariamente.

Dar voz aos funcionários pode ajudar na construção da mudança e na adesão à estratégia. Um relatório da Writer aponta que 29% dos funcionários admitem sabotar a estratégia de IA de suas empresas.

3. IA É USADA APENAS EM TAREFAS DE BAIXO VALOR

Escrever e-mails, fazer buscas e realizar outras atividades simples podem ser usos úteis da inteligência artificial. Porém, concentrar a tecnologia apenas nessas tarefas pode limitar seu impacto no negócio.

A recomendação apresentada pela GPTW é identificar os 20% das tarefas responsáveis por 80% do valor gerado para a empresa e avaliar como a IA pode contribuir nesses processos.

4. A FERRAMENTA VIRA MAIS IMPORTANTE QUE A ESTRATÉGIA

Outro erro é definir a quantidade de IA utilizada como objetivo principal. A tecnologia deve estar relacionada às metas da empresa, e não o contrário.

A IA é uma ferramenta, não uma estratégia. Usá-la sem uma finalidade clara pode consumir recursos e ainda afastar a equipe das prioridades do negócio.

5. FALTA CONTEXTO NAS INSTRUÇÕES

Respostas pouco úteis também podem estar relacionadas à quantidade de informações fornecidas à IA. Quanto mais complexo for o problema, maior pode ser a necessidade de contexto para que a ferramenta consiga compreender a situação.

Entre as sugestões apresentadas, está pedir que a própria IA faça perguntas sobre o problema antes de apresentar uma resposta. Outra possibilidade é utilizar recursos de voz para texto, que podem facilitar o fornecimento de informações mais detalhadas.

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6. LÍDERES CONFIAM DEMAIS NA IA

Por fim, existe o risco de delegar à IA uma parte excessiva do processo de pensamento.

A GPTW alerta para a possibilidade de as pessoas passarem a aceitar respostas sem questioná-las ou refiná-las. A recomendação é manter a participação humana, avaliando criticamente os resultados e orientando a ferramenta sobre o que precisa ser aprimorado.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais