6 hábitos simples para manter o cérebro “afiado”
Esse processo favorece a criação de novas conexões neurais, melhora o fluxo sanguíneo no cérebro e ainda contribui para reduzir inflamações

Manter o cérebro ativo não depende apenas de esforço intenso ou produtividade constante, mas de uma série de práticas aplicadas na própria rotina para preservar foco e energia mental.
A ciência mostra que o cérebro permanece em constante adaptação ao longo da vida, especialmente quando recebe estímulos adequados. De acordo com a Fast Company Brasil, a prática de atividade física, por exemplo, aumenta os níveis do fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), uma proteína que funciona como um verdadeiro fertilizante para os neurônios.
Esse processo favorece a criação de novas conexões neurais, melhora o fluxo sanguíneo no cérebro e ainda contribui para reduzir inflamações, fatores importantes para preservar a saúde cognitiva.
No entanto, a construção da resiliência cognitiva não depende apenas de treinos intensos, pequenos hábitos consistentes também fazem diferença. Variar rotinas, experimentar atividades novas, fazer pausas antes da exaustão, movimentar o corpo regularmente e cuidar do sono são atitudes que enviam ao cérebro a mensagem de que o aprendizado e o crescimento continuam sendo esperados.
A neurocientista Daya Grant compartilhou uma série de práticas que aplica na própria rotina para preservar foco e energia mental. As estratégias fazem parte do seu dia a dia em Los Angeles, onde ela concilia trabalho científico, atividades físicas e a rotina com dois filhos.
Segundo ela, pequenas ações repetidas ao longo do tempo ajudam a fortalecer a resiliência mental e podem ser adotadas por qualquer pessoa.
Grant afirma que o cérebro responde bem a hábitos simples, desde que exista consistência. Em vez de buscar desempenho máximo o tempo todo, ela prefere criar rituais que ajudam a manter o equilíbrio entre descanso, concentração e atividade física.
A seguir, veja seis 6 hábitos que fazem parte da rotina da especialista.
1. PROTEGER MOMENTOS DE PAUSA
Para a neurocientista, reservar tempo livre é essencial para o funcionamento do cérebro, mesmo em dias cheios, ela bloqueia alguns minutos da agenda para ficar sem tarefas definidas.
Nesse período, costuma sair ao ar livre e apenas observar o ambiente ao redor, o momento serve para respirar com calma, fazer alongamentos leves ou anotar ideias que surgem espontaneamente.
Segundo ela, essas pausas ajudam a recuperar energia mental e a restabelecer a atenção.
2. ESTIMULAR O CÉREBRO COM MÚSICA E DESAFIOS
Grant também mantém atividades que estimulam diferentes áreas do cérebro, entre elas estão tocar piano e montar quebra-cabeças.
O interesse voltou quando o filho começou a se envolver com essas atividades, além de fortalecer o vínculo familiar, os hobbies trazem benefícios cognitivos.
Aprender um instrumento musical, por exemplo, ativa regiões ligadas à memória e às funções executivas, já os quebra-cabeças estimulam o raciocínio espacial e mantêm o cérebro em atividade.
3. VALORIZAR OS MOMENTOS DE TRANSIÇÃO DO DIA
Outro hábito importante está nos intervalos entre tarefas. A neurocientista acredita que esses momentos influenciam diretamente a capacidade de concentração. Antes de iniciar o trabalho, ela costuma fazer um pequeno ritual.
O processo inclui alguns minutos escrevendo no diário, uma xícara de chá e respirações profundas.
Da mesma forma, ao encerrar o expediente, ela anota a primeira tarefa do próximo período de trabalho, esse gesto ajuda a deixar a mente mais livre para outras atividades.
4. MANTER EXERCÍCIO FÍSICO E MEDITAÇÃO
Movimento e meditação formam a base da rotina da especialista, sempre que possível, ela reserva pelo menos 30 minutos por dia para alguma atividade física.
Entre as opções estão pedalar, correr, fazer musculação ou praticar ioga. Quando tem mais tempo, prefere exercícios ao ar livre com a família.
Além disso, a meditação acontece logo cedo, antes que a casa desperte, ela passa de 20 a 30 minutos em silêncio. O hábito ajuda a organizar pensamentos e reduzir o estresse.
5. ESCREVER PARA ORGANIZAR A MENTE
Todos os dias, Grant dedica alguns minutos para escrever à mão em um diário, o objetivo não é produzir textos longos, mas liberar pensamentos que ficam acumulados.
A prática dura de cinco a dez minutos, mesmo assim, já ajuda a reduzir a sobrecarga mental.
Segundo ela, quando preocupações e tarefas permanecem apenas na cabeça, ocupam espaço na memória de trabalho, ao colocar essas ideias no papel, o cérebro ganha mais espaço para se concentrar.
6. PRATICAR RESPIRAÇÃO ALTERNADA
Quando percebe queda no foco, a neurocientista recorre a uma técnica simples de respiração, o método utiliza a alternância entre as narinas.
Primeiro, inspira com as duas narinas abertas. Depois fecha a narina direita e solta o ar pela esquerda, em seguida, inspira pela esquerda, fecha essa narina e expira pela direita.
O ciclo se repete por alguns minutos, a técnica ajuda a reduzir a fadiga mental e melhora o estado de alerta.
PEQUENOS HÁBITOS FAZEM DIFERENÇA
Para Grant, a chave não está em rotinas complexas, o segredo está na repetição de ações simples. Tentar manter desempenho máximo o tempo todo pode levar ao esgotamento. Por isso, prefere investir em hábitos consistentes que apoiam o funcionamento do cérebro ao longo do tempo.
Com disciplina e pequenas pausas ao longo do dia, qualquer pessoa pode fortalecer a atenção, a memória e o equilíbrio mental do o cérebro.