7 maneiras de aprender mais rápido e esquecer menos, segundo a ciência

Técnicas simples, baseadas na ciência, mostram como estudar menos tempo e aprender muito mais

7 maneiras de aprender mais rápido e esquecer menos, segundo a ciência
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Aprender mais rápido deixou de ser apenas uma vantagem competitiva e passou a ser uma necessidade cotidiana. Em um cenário de excesso de informação, saber como absorver, organizar e lembrar conteúdos faz diferença no trabalho, nos estudos e na vida pessoal.

A ciência já identificou padrões claros sobre como o cérebro aprende melhor. Pesquisas mostram que pequenas mudanças na forma de estudar aumentam a retenção, aceleram o aprendizado e reduzem o esquecimento.

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1. TESTE-SE

Um estudo clássico publicado na revista Psychological Science in the Public Interest demonstra que a autoavaliação é uma forma extremamente eficaz de acelerar o processo de aprendizagem.

Isso se deve em parte ao contexto adicional que se cria. Ao testar-se e responder incorretamente, não só haverá mais chances de se lembrar da resposta correta depois de pesquisá-la, como também haverá a lembrança do fato de que não se lembrava. (Principalmente se houver o costume de ser muito crítico consigo mesmo.)

Portanto, não você não deve limitar a ensaiar o discurso de vendas. Teste o que vem depois da introdução, listando os quatro pontos principais que se deseja abordar.

Teste também a capacidade de memorizar números de redução de custos, tabelas de preços ou como se responderá às perguntas mais comuns ou aos tipos de resistência do cliente. Assim, não só ganhará confiança no quanto já se sabe, como também aprenderá mais rapidamente as coisas que ainda não se sabe.

2. APRENDA DUAS OU TRÊS COISAS (QUASE) AO MESMO TEMPO

O processo é chamado de intercalação: estudar conceitos ou habilidades relacionados em paralelo. Em vez de se concentrar em um único assunto, tarefa ou habilidade durante uma sessão de aprendizado, o objetivo é aprender ou praticar vários assuntos, ou habilidades em sequência. Descobriu-se que essa técnica de intercalar é uma maneira muito mais eficaz de treinar o cérebro e as habilidades motoras.

Uma teoria proposta em um estudo publicado na revista Educational Psychology Review é que a intercalação melhora a capacidade do cérebro de diferenciar conceitos ou habilidades. Quando se pratica uma habilidade em blocos, pode-se dedicar a ela até que a memória muscular assuma o controle e a habilidade se torne mais ou menos automática.

Quando se intercalam várias habilidades, nenhuma delas se torna automática. E isso é bom, porque se é constantemente forçado a se adaptar e ajustar. Há uma constante força para ver, sentir e distinguir entre diferentes movimentos ou conceitos. E isso realmente ajuda a aprender o que se está tentando aprender, porque ajuda a obter uma compreensão mais profunda.

3. MUDE A FORMA COMO SE ESTUDA

Repetir algo várias vezes na esperança de dominar a tarefa não só impedirá o progresso, como em alguns casos pode até mesmo diminuir a habilidade.

De acordo com uma pesquisa publicada pela Johns Hopkins Medicine, praticar uma versão ligeiramente modificada de uma tarefa que se deseja dominar ajuda a "aprender mais e mais rápido do que se simplesmente se praticasse a mesma coisa várias vezes seguidas".

A causa mais provável é a reconsolidação, um processo no qual as memórias existentes são recuperadas e modificadas com novos conhecimentos.

Imagine-se que se quer dominar a arte de apresentar uma proposta a investidores. Faz-se o seguinte:

  1. Pratique a habilidade básica: repita a apresentação algumas vezes nas mesmas condições que serão enfrentadas ao vivo.

  2. Espere: dê a si mesmo pelo menos seis horas para que a memória possa se consolidar.

  3. Pratique novamente, mas desta vez:

    - Vá um pouco mais rápido: fale um pouco mais rápido do que o normal. Passe pelos slides um pouco mais rápido.

    - Vá um pouco mais devagar: o mesmo resultado acontecerá. Você pode inclusive experimentar novas técnicas, como o uso do silêncio.

    - Divida a apresentação em partes menores: escolha uma seção da apresentação para montar uma nova maneira de apresentá-la.

    - Altere as condições: use um projetor diferente ou um microfone de lapela. Isso ajuda a modificar uma memória existente e te deixa mais bem preparado para o inesperado.

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4. DIGA EM VOZ ALTA

Ensaio mental é bom. Ensaio em voz alta é melhor. Uma pesquisa publicada no Journal of Experimental Psychology: Learning, Memory, and Cognition descobriu que o ato de falar é um "mecanismo bastante poderoso para melhorar a memória de informações selecionadas".

A aprendizagem e a memória se beneficiam do envolvimento ativo. Quando se adiciona uma ação ou um elemento de produção a uma palavra, essa palavra se torna mais distinta na memória de longo prazo.

Portanto, não se fica apenas ensaiando mentalmente. Pratica-se em voz alta. Dessa forma, haverá a lembrança do que se pensou e também do que se ouviu dizer.

5. APRENDA EM PEQUENAS DOSES

Depois de elaborar a apresentação, leia atentamente uma vez. Em seguida, reserve alguns minutos para fazer correções e revisões. Em seguida, faça uma pausa de algumas horas antes de repetir o processo, pois a "prática distribuída" é uma forma muito mais eficaz de aprendizado.

A teoria da recuperação na fase de estudo afirma que, cada vez que se tenta recuperar algo da memória e a recuperação é bem-sucedida, essa memória se torna mais difícil de esquecer.

Se a revisão ocorrer várias vezes seguidas, a informação estará fresca demais, o que significa que não será necessário buscá-la na memória profunda. A prática distribuída definitivamente funciona. Portanto, reserva-se tempo suficiente para espaçar as sessões de estudo.

6. PENSE NISSO DURANTE A NOITE

De acordo com um estudo de 2016, quem estudava antes de dormir, dormia e fazia uma revisão rápida na manhã seguinte aumentava a retenção a longo prazo em 50%. Um dos fatores é a consolidação da memória dependente do sono.

Dormir depois de estudar é uma boa estratégia, mas dormir entre duas sessões de estudo é uma estratégia ainda melhor. Dormir sobre o assunto não só ajuda o cérebro a arquivar o que se aprendeu, como também facilita o acesso a essa informação —especialmente se as sessões de estudo forem divididas, estudando-se um pouco na manhã seguinte.

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7. EXERCÍCIO

Deseja aprender informações mais rapidamente? Exercícios de intensidade moderada melhoram drasticamente a capacidade de memorização e o aprendizado associativo.

Quer aprender ou aprimorar uma tarefa que envolva habilidades motoras? Quinze minutos de exercício intenso "ativam" o cérebro e permitem que se aprendam habilidades motoras melhor e mais rapidamente.

Além disso, o exercício pode aumentar o tamanho do hipocampo, ajudando a mitigar o impacto da perda de memória relacionada à idade. O exercício ajuda a tornar o cérebro mais saudável, o que auxilia a ser mais inteligente, se manter inteligente e aprender mais rápido. (Jeff Haden/ Inc. Magazine)


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