A principal lição de liderança de Steve Jobs que todo empreendedor deveria aprender

A trajetória de Steve Jobs revela que a verdadeira força de um líder está além da criação geniosa

Steve Jobs em reunião no escritório
A demissão de Steve Jobs se tornou o maior aprendizado de sua carreira. Crédito: Imagem gerada com auxílio de Inteligência Artificial via ChatGPT

Vitória Tedeschi 2 minutos de leitura

A principal lição da trajetória de Steve Jobs não está apenas em sua genialidade. Considerado um líder criativo e exigente que redefiniu o mercado de tecnologia de consumo, ele é amplamente reconhecido como um dos maiores visionários do Vale do Silício e para especialistas e empreendedores, a genialidade do empresário está na capacidade de aprender com os próprios erros e evoluir como líder.

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O “modo fundador” e a cultura de controle

O investidor de risco Paul Graham, cofundador da aceleradora Y Combinator, apontou Jobs como o exemplo máximo do chamado “modo fundador”, um modelo de liderança em que o criador da empresa mantém controle direto sobre as decisões e a cultura organizacional.

Segundo Graham, empreendedores bem-sucedidos tendem a evitar o “modo gestor”, que delega amplamente o poder a executivos contratados.

O que são o “modo fundador” e o “modo gestor”

Em seu ensaio online Founder Mode, publicado em 2024 no site oficial da Y Combinator, o investidor e ensaísta Paul Graham descreve as duas formas distintas de liderar uma empresa.

No modo fundador, o líder atua como o criador central da visão, participando diretamente das decisões e imprimindo seu instinto e propósito pessoal em cada etapa do negócio.

Já o modo gestor surge quando a empresa cresce e adota uma estrutura corporativa tradicional, com hierarquias, processos e delegação de autoridade.

Para Graham, o desafio das startups é manter o espírito criativo e a agilidade do modo fundador mesmo após o sucesso inicial.

O erro que transformou a carreira de Jobs

A teoria, porém, tem exceções. A jornalista Minda Zetlin, em reportagem para a Inc. Magazine, observa que o próprio Jobs contrariou essa lógica em 1983, ao contratar John Sculley, o então presidente da PepsiCo, para comandar a Apple.

A decisão se mostrou desastrosa e resultou em sua demissão da companhia dois anos depois. O episódio, embora negativo, foi decisivo para moldar o futuro de Jobs.

Após fundar a NeXT, empresa que enfrentou dificuldades financeiras, o empresário retornou à Apple mais maduro e com uma nova visão sobre liderança: reconhecer e valorizar o talento de profissionais tão competentes quanto ele.

Da centralização à confiança

A transformação ficou clara em 1998, quando Jobs contratou Tim Cook para a equipe executiva da Apple.

Segundo Zetlin, Cook foi fundamental para a reestruturação da companhia. Sob sua liderança, a Apple consolidou o sucesso e mostrou que a combinação entre visão criativa e gestão eficiente é mais poderosa do que o controle absoluto.

O legado da confiança e do aprendizado contínuo

Sua filosofia sobre contratar pessoas inteligentes para indicarem o caminho permanece como um guia essencial para empreendedores que buscam construir negócios sustentáveis, baseados em talento, confiança e aprendizado contínuo.

A principal lição deixada por Steve Jobs ultrapassa a ideia do “modo fundador”. Ele entendeu que o papel de um líder é formar equipes capazes de pensar e decidir por conta própria.

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SOBRE A AUTORA

Jornalista pós-graduada em Jornalismo Digital com experiência em produção e revisão de conteúdos estratégicos para plataformas online.... saiba mais