A Geração Z está mais infeliz? Entenda o que pode estar por trás desse sentimento em alguns jovens

Relatório internacional analisou fatores que podem impactar a felicidade dos jovens

Dois jovens
Estudo indica que muitos desta geração estão mais tristes e insatisfeitos. Foto: Pexels.

Lilian Campos 2 minutos de leitura

A geração Z enfrenta uma queda crescente nos níveis de felicidade e bem-estar em diferentes partes do mundo.

Segundo a Inc Magazine, o World Happiness Report aponta que jovens adultos têm relatado mais tristeza, preocupação e insatisfação com a vida nos últimos anos.

O levantamento foi produzido pelo Wellbeing Research Centre, da Universidade de Oxford e em parceria com a Gallup, e analisou dados de cerca de 136 países.

JOVENS ESTÃO MENOS FELIZES

De acordo com o relatório, jovens de países de língua inglesa e da Europa Ocidental registraram uma redução significativa nos índices de felicidade em comparação com os níveis observados há cerca de 15 anos.

Nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, a situação chamou a atenção dos pesquisadores por contrastar com a tendência observada no restante do mundo.

A análise aponta que, em muitas regiões globais, pessoas mais jovens continuam mais satisfeitas com a vida do que gerações mais velhas. Porém, esse padrão praticamente desapareceu em alguns países ocidentais analisados no relatório.

REDES SOCIAIS PODEM SER CAUSADORAS DA INFELICIDADE

O World Happiness Report destacou o crescimento do uso de redes sociais como uma das possíveis explicações para a piora no bem-estar da geração Z.

Para os pesquisadores, o avanço dessas plataformas aconteceu no mesmo período em que jovens passaram a relatar mais infelicidade, tristeza e preocupação.

O relatório afirma que o impacto parece ser mais forte em adolescentes e jovens de países falantes de língua inglesa, especialmente entre as meninas. Além disso, os pesquisadores identificaram diferenças no tipo de uso das plataformas.

Atividades ligadas à comunicação e conexão social aparecem associadas a níveis maiores de satisfação. Enquanto o uso excessivo de redes sociais e consumo passivo de conteúdo foram relacionados à sensação de piora do bem-estar.

ESTUDO ANALISOU DIVERSOS PAÍSES

O relatório utilizou dados internacionais coletados em centenas de países por meio do Gallup World Poll e de levantamentos educacionais globais.

Entre os países mencionados na análise sobre queda de felicidade entre jovens estão Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido e Irlanda.

Além disso, outros países da Europa Ocidental (Áustria, Bélgica, Alemanha e França, por exemplo) também se destacam no ranking.

Apesar disso, os pesquisadores ressaltam que a relação entre redes sociais e felicidade é complexa e pode variar conforme fatores como tipo de plataforma, tempo de uso e contexto social de cada país.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais