Ovos podem ajudar a reduzir o risco de Alzheimer, aponta estudo
Consumir ao menos cinco ovos por semana foi associado a uma redução de até 27% no risco de vir a sofrer do mal de Alzheimer

Muitos dos alimentos que se consome no café da manhã estão longe de ser ideais para a saúde. Mas, segundo uma nova pesquisa, um item clássico da primeira refeição do dia pode ajudar a proteger o cérebro – e não, não é o café. São os ovos.
O novo estudo, publicado recentemente no "The Journal of Nutrition", foi conduzido por pesquisadores da Universidade Loma Linda, que acompanharam 39.498 participantes por mais de 15 anos. Os resultados indicam que o consumo regular de ovos pode estar associado a um menor risco de desenvolver a doença de Alzheimer.
O benefício parece ser relevante. Mas, para obter o efeito máximo, os ovos precisam virar parte frequente da dieta. A pesquisa descobriu que pessoas que consumiam pelo menos um ovo por dia, cinco vezes por semana ou mais, reduziram em até 27% as chances de desenvolver Alzheimer.
Consumir pelo menos um ovo entre duas e quatro vezes por semana foi associado a uma redução de 20% no risco da doença. Mesmo o consumo ocasional – de uma a três vezes por mês – teve impacto, com uma redução de 17% no risco de Alzheimer.
“Em comparação com nunca comer ovos, consumir pelo menos cinco ovos por semana pode diminuir o risco de Alzheimer”, afirmou Joan Sabaté, professor da Escola de Saúde Pública da universidade e principal autor do estudo, segundo o site ScienceDaily.
Sabaté explica que os ovos são importantes para a saúde cerebral por vários motivos. Um deles é a presença de colina, nutriente essencial para que o organismo produza acetilcolina e fosfatidilcolina, compostos ligados à memória e à comunicação entre as células cerebrais.
Os ovos também contêm luteína e zeaxantina, substâncias associadas a melhor desempenho cognitivo e menores níveis de estresse oxidativo.

Além disso, os ácidos graxos ômega-3, encontrados principalmente na gema, são fundamentais para manter o funcionamento dos receptores de neurotransmissores. A vitamina B12, também presente na gema, “desempenha um papel multifacetado na função cerebral”, segundo o estudo publicado.
No Brasil, cerca de 8,5% da população com 60 anos ou mais convivem com doenças relacionadas à demência, um número aproximado de 1,8 milhão de casos. Até 2050, a projeção é que 5,7 milhões de pessoas sejam diagnosticadas no país, segundo o Relatório Nacional sobre a Demência, do Ministério da Saúde.
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“Com o rápido envelhecimento da população e o aumento projetado dos custos de saúde, entender o possível papel do consumo de ovos na redução do risco de Alzheimer tem implicações importantes, especialmente para o Medicare, a maior fonte de gastos com saúde nos EUA”, afirma o relatório publicado no "The Journal of Nutrition".
Com informações da redação da Fast Company Brasil