Sexo deixou de ser prioridade para a geração Z. O que aconteceu?

Estudo indica que custos de encontros, ansiedade financeira e tempo diante das telas podem estar influenciando a intimidade dos jovens

Sexo deixou de ser prioridade para a geração Z
Créditos: Carolin Thiergart/ Unsplash/ Magnific

Jennifer Mattson 1 minutos de leitura
Favoritar no Google

A "Playboy" resgatou seu questionário sobre sexo de 1983 para aplicá-lo à geração Z e, segundo a revista, os resultados foram surpreendentes. A geração Z inclui pessoas nascidas entre 1997 e 2012, que hoje têm de 14 a 29 anos.

Na década de 1980, afirma a publicação, perguntar se jovens de 18 a 29 anos já haviam feito sexo “nem sequer valia a pena”. Mas as coisas mudaram. Os resultados da nova Pesquisa sobre Sexo da Geração Z, realizada em 2026, mostram que 19% dos entrevistados afirmam nunca ter feito sexo.

Cerca de um terço dos homens da geração Z e quase metade das mulheres dessa faixa etária que participaram da pesquisa também dizem não ter se masturbado nenhuma vez nos últimos três meses. Ainda assim, 74% afirmam ter desejo sexual de moderado a alto.

Embora a discrepância entre os dados não esteja clara, a "Playboy" resume a situação: “a geração Z não está apenas fazendo menos sexo entre si; muitos também estão fazendo menos sexo consigo mesmos”.

A pesquisa, que ouviu mais de 2,3 mil adultos de 18 a 29 anos, foi realizada pela "Playboy" e pelo Instituto Kinsey, em parceria com a Julie, marca voltada à saúde sexual feminina.

Um olhar mais atento aos dados mostra que apenas 30% dos homens jovens entrevistados se masturbam diariamente, enquanto 34% afirmam que a pornografia satisfaz completamente seus desejos sexuais.

Os entrevistados também dizem não ter dinheiro suficiente para namorar: 39% afirmam que “o custo de sair com alguém limitou suas oportunidades de fazer sexo ou viver um romance”, enquanto 43% atribuem à ansiedade financeira as dificuldades para namorar.

Isso pode significar que a geração Z, diferentemente das anteriores, está fazendo menos sexo, em parte, por depender mais da pornografia, além de sair menos com outras pessoas devido ao alto custo de vida.

Leia mais: Por que marcas estão lucrando com os dramas amorosos da Geração Z?

No geral, 42% dos integrantes da geração Z afirmam que “o sexo não é uma prioridade para eles neste momento”. Entre aqueles que priorizam a vida sexual, um em cada três às vezes prefere o sexo digital ou solitário ao sexo com outra pessoa.

Nessa geração que cresceu diante das telas, 28% dizem que o tempo gasto em dispositivos reduz sua motivação para buscar conexões presenciais.


SOBRE A AUTORA

Jennifer Mattson é colaboradora da Fast Company e escreve sobre trabalho, negócios, tecnologia e finanças. saiba mais