Este truque simples é o primeiro passo para fortalecer sua autoconfiança

O método baseado na psicologia ensina a driblar a insegurança antes que ela assuma o controle

Homem subindo as escadas
Você não precisa mudar quem é para ganhar confiança. (Foto: Freepik)

Lilian Campos 2 minutos de leitura

A autoconfiança costuma ser associada a talento, experiência ou personalidade. No entanto, ela também pode ser desenvolvida por meio de pequenas mudanças na forma como lidamos com pensamentos negativos e situações desafiadoras.

Uma das estratégias mais simples consiste em recorrer a um "alter ego": uma versão de si mesmo inspirada em alguém que transmite coragem, segurança ou determinação. De acordo com a CNBC, esse recurso ajuda a reduzir a ansiedade e enfrentar desafios com mais equilíbrio.

COMO FUNCIONA O ALTER EGO?

A ideia é imaginar como uma pessoa que você admira agiria diante de determinada situação. Pode ser um personagem fictício, uma figura pública ou até uma versão idealizada de si mesmo.

Ao assumir temporariamente essa perspectiva, a tendência é diminuir o peso das emoções e tomar decisões de forma mais racional. Isso pode ser útil em momentos como apresentações no trabalho, entrevistas de emprego, conversas difíceis ou qualquer situação que desperte insegurança.

A CIÊNCIA POR TRÁS DA TÉCNICA

Segundo a CNBC, esse método é baseado em uma estratégia psicológica conhecida como autodistanciamento. Ao assumir a perspectiva de outra pessoa, o cérebro cria uma distância entre o indivíduo e seus pensamentos ansiosos.

Esse processo reduz a influência das áreas ligadas à reatividade emocional e aumenta a atuação do córtex pré-frontal, região responsável pelo raciocínio lógico, planejamento e tomada de decisões.

Em outras palavras, a técnica ajuda a responder aos desafios de forma mais racional, em vez de agir apenas sob o impacto da ansiedade.

ESTUDO MOSTROU MAIS PERSISTÊNCIA ENTRE AS CRIANÇAS

A CNBC destaca um estudo realizado com crianças de 4 e 6 anos para avaliar os efeitos do autodistanciamento.

Durante uma tarefa considerada tediosa, os participantes tinham um iPad disponível para brincar caso desistissem da atividade. Um grupo foi orientado a perguntar a si mesmo: "Estou me esforçando?".

Outro deveria usar o próprio nome na pergunta, como "A Ana está se esforçando?". Já um terceiro grupo escolheu personagens fictícios, como o Batman, e se perguntava: "O Batman está se esforçando?".

O resultado mostrou que as crianças que adotaram um personagem persistiram por mais tempo. Quanto maior o distanciamento da própria identidade naquele momento, maior foi a capacidade de manter o foco e concluir a tarefa.

COMO COLOCAR O MÉTODO EM PRÁTICA

O objetivo não é fingir ser outra pessoa, mas acessar características que você já admira e gostaria de desenvolver.

Antes de enfrentar uma situação importante, vale perguntar: "Como essa pessoa reagiria?" ou "O que meu alter ego faria agora?". Essa pequena mudança de perspectiva pode diminuir a autocrítica, aumentar a confiança e facilitar decisões sob pressão.

Com o tempo, o comportamento praticado por meio desse "personagem" tende a se tornar cada vez mais natural, fortalecendo a autoconfiança também na vida real.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais