O ‘bom gosto’ é uma habilidade requisitada graças à IA – e basta 3 passos para desenvolver

Desenvolver essa competência pode ajudar profissionais a se destacar no mercado de trabalho

Pessoas trabalhando
Essa habilidade humana continua difícil de substituir. (Foto: Freepik)

Lilian Campos 2 minutos de leitura

Em um momento em que a inteligência artificial (IA) executa tarefas técnicas com rapidez acelerada, uma competência humana ganha destaque no mercado de trabalho: o bom gosto.

O conceito vai além de preferências pessoais ou senso estético. De acordo com a Inc. Magazine, o bom gosto se relaciona à capacidade de identificar qualidade, fazer escolhas criteriosas e reconhecer o que realmente se destaca em meio à enxurrada de conteúdos gerados por IA. 

Nesse cenário, saber julgar resultados, selecionar ideias e definir o que merece ser desenvolvido pode se tornar tão importante quanto dominar ferramentas tecnológicas.

O QUE SIGNIFICA TER “BOM GOSTO”?

Para profissionais de tecnologia, criatividade e inovação, o bom gosto funciona como um filtro essencial. Enquanto a inteligência artificial gera textos, imagens, apresentações e planejamentos em segundos, cabe às pessoas avaliar quais resultados são realmente relevantes.

Isso porque a IA pode produzir inúmeras opções, mas ainda depende de decisões humanas para definir qualidade, originalidade e adequação ao contexto. Por esse motivo, o mercado aponta essa habilidade como um diferencial estratégico em ambientes automatizados. 

1. CRIAR É MAIS IMPORTANTE DO QUE APENAS CONSUMIR

Uma das formas eficazes de desenvolver o bom gosto consiste em criar projetos. Embora observar trabalhos de referência ajude a treinar o olhar, o consumo passivo não basta. A evolução acontece quando o profissional escreve, desenha, produz conteúdos, estrutura planos ou experimenta novas ideias.

No início, os resultados podem não alcançar o nível ideal. Ainda assim, o processo de criação constrói critérios refinados sobre o que funciona e o que exige melhorias.

2. TENHA CORAGEM DE DIZER NÃO

O bom gosto também envolve a capacidade de fazer escolhas firmes e estabelecer preferências claras. Em outras palavras, nem tudo precisa agradar. Desenvolver essa competência exige analisar opções, identificar limitações e reconhecer quando um material não atende aos critérios mínimos de qualidade.

Dessa forma, o bom gosto deixa de ser apenas uma questão estética e passa a representar uma postura crítica diante das decisões corporativas.

3. PERMITA QUE SEUS GOSTOS EVOLUAM

Outra característica importante é a disposição para mudar de opinião com o passar dos anos. Profissionais criativos mantêm a curiosidade e a abertura para novas referências, experiências e perspectivas. Por isso, as suas preferências continuam em transformação. 

Em vez de tratar o bom gosto como uma habilidade pronta e definitiva, a recomendação sugere encará-lo como um exercício contínuo. Afinal, em um cenário transformado pela inteligência artificial, a capacidade de aprender, revisar escolhas e refinar critérios desenha um dos caminhos mais seguros para o sucesso na carreira. 


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais