É isso que realmente deixa a Geração Z feliz, segundo nova pesquisa

Pesquisa global revela quais são os principais motores da felicidade entre os jovens da era digital

Jovens sentadas mexendo em celular
Créditos: Freepik.

Vitória Tedeschi 2 minutos de leitura

A Geração Z tem se destacado em debates sobre comportamento, trabalho e bem-estar emocional. Nascida em meio à era digital e marcada por rápidas transformações sociais, essa geração enfrenta desafios únicos em relação à felicidade, propósito e conexões humanas.

Pesquisas recentes da Gallup e da Walton Family Foundation, conduzidas em parceria com o especialista em felicidade Arthur C. Brooks, analisaram mais de 2 mil jovens de 12 a 26 anos para compreender o que impulsiona a felicidade dessa geração.

O estudo revelou que 73% dos entrevistados se consideram muito felizes ou razoavelmente felizes, mas esse número cai significativamente após os 18 anos, quando começam a enfrentar maiores pressões sociais e responsabilidades.

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O papel do propósito na felicidade da Geração Z

Segundo o levantamento, o principal fator de felicidade entre os jovens é o senso de propósito, especialmente relacionado ao trabalho ou à escola.

No entanto, entre 43% e 49% afirmam não achar o que fazem interessante, importante ou motivador. Para Brooks, a felicidade deve ser tratada como um “portfólio de investimentos”, no qual o trabalho significativo tem peso central.

O especialista recomenda priorizar atividades que despertem realização pessoal, ainda que não sejam as mais lucrativas. A pesquisa também reforça a importância de conexões reais e de um grupo de apoio sólido. Apesar da hiperconectividade digital, muitos jovens relatam sentimentos de isolamento, solidão e falta de apoio emocional.

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Quais fatores mais influenciam o bem-estar da Geração Z?

A pesquisa aponta 4 pilares determinantes para a felicidade dessa geração:

1. Propósito e significado.  

2. Necessidades básicas e segurança.  

3. Emoções negativas e pressão social.  

4. Conexões sociais positivas.  

O estudo mostra ainda que necessidades básicas, como sono e descanso, estão diretamente ligadas ao bem-estar emocional. Por outro lado, a comparação constante nas redes sociais tende a reduzir a percepção de satisfação pessoal.

As interações presenciais são um diferencial importante. Jovens que se sentem mais felizes relatam o dobro de chances de se sentirem amados, apoiados e conectados às pessoas próximas.

Por isso, o contato face a face permanece essencial para a construção de relações de qualidade.

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O relatório conclui que, apesar de a Geração Z ser a mais conectada dahistória, suas interações virtuais funcionam muitas vezes como “calorias vazias”, geram satisfação momentânea, mas não suprem a necessidade humana de vínculos reais e duradouros.


SOBRE A AUTORA

Jornalista pós-graduada em Jornalismo Digital com experiência em produção e revisão de conteúdos estratégicos para plataformas online.... saiba mais