Observar pássaros pode fortalecer áreas do cérebro, aponta estudo

Hábito pode alterar a estrutura e a função do cérebro, o que é conhecido como neuroplasticidade

Observar pássaros pode fortalecer áreas do cérebro, aponta estudo
Freepik, Evorona via Getty Images

Jennifer Mattson 1 minutos de leitura

Neurocientistas descobriram que observar pássaros é, na verdade, um truque para o cérebro. Um novo estudo publicado no  JNeurosci, o periódico de neurociência, constatou que observar pássaros pode alterar a estrutura e a função do cérebro — o que é conhecido como neuroplasticidade — ajudando efetivamente a impulsionar as habilidades cognitivas, especialmente em observadores de pássaros mais experientes.

“Nossos cérebros são muito maleáveis”, explicou o pesquisador principal Erik Wing, pesquisador associado da Universidade de York, em Toronto.

ESPERE, O QUE EXATAMENTE É NEUROPLASTICIDADE?

De acordo com a Psychology Today, a neuroplasticidade é basicamente o processo ou a forma como o cérebro aprende, cria  memórias e se adapta a experiências e traumas.

Pesquisas mostram que, embora o cérebro sofra as maiores mudanças e se desenvolva na infância, esse processo continua ao longo de toda a vida.

Hoje, os neurocientistas veem o cérebro como um órgão dinâmico e flexível, capaz de “reorganizar conexões” por meio de “fiação” e “reconexão”.

COMO A OBSERVAÇÃO DE PÁSSAROS AJUDA O SEU CÉREBRO

Um novo estudo com 58 adultos comparou os cérebros de 29 observadores de pássaros experientes (com idades entre 24 e 75 anos) e 29 iniciantes com idades semelhantes.

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A descoberta foi interessante: as ressonâncias magnéticas dos cérebros dos observadores de pássaros experientes apresentaram maior densidade em áreas responsáveis ​​pela percepção e atenção do que as dos iniciantes.

Novamente, eles não dividiram os dois grupos com base na idade da pessoa, mas sim com base em seu conhecimento e experiência em observação de pássaros.

A observação de aves, que exige profunda concentração e a capacidade de identificar diferentes espécies, altera a atividade e a estrutura cerebral da mesma forma que se tornar um músico ou atleta de alto nível. Isso porque todas essas atividades requerem um extenso treinamento cerebral.

Então, qual foi a conclusão do estudo? Em resumo, descobriu-se que o processo de se tornar um observador de pássaros experiente impulsiona a cognição cerebral. E embora não impeça o envelhecimento cerebral, sugere que pode ajudar a minimizar o declínio cognitivo relacionado à idade no futuro.


SOBRE A AUTORA

Jennifer Mattson é colaboradora da Fast Company e escreve sobre trabalho, negócios, tecnologia e finanças. saiba mais