Pular o treino de pernas pode estar prejudicando o seu cérebro
Uma sessão simples de treino de pernas não só melhora a força física, como também inunda o cérebro com oxigênio

"Nunca pule o treino de pernas" pode soar como algo que um entusiasta do mundo fitness diria sem parar. No entanto, médicos também elogiam esse tipo de exercício, e não apenas pelo aspecto estético que a pessoa possa imaginar.
Em um artigo recente para a Vogue, o Dr. Chris Renna afirmou: "Músculos das pernas mais fortes estão ligados a uma melhor função cognitiva no envelhecimento, principalmente por meio de seus efeitos no fluxo sanguíneo, na saúde metabólica, na estrutura cerebral e nos padrões de atividade física e social."
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IMPACTO NO ENVELHECIMENTO
A massa muscular começa a diminuir aos 30 anos. Sendo o maior grupo muscular do corpo, manter a força nas coxas e glúteos é especialmente importante para um envelhecimento saudável e para a função cerebral.
Diversos estudos comprovam essa conexão:
- Estudo com Gêmeas (2015), É uma pesquisa com mais de 300 mulheres descobriu que, quanto mais fortes forem as pernas, melhor era a cognição uma década depois.
- Estudo com Idosos (2018), essa é uma análise com 1.500 adultos encontrou uma associação direta entre pernas resistentes e melhor desempenho em testes de memória.
- Pesquisa Neurológica (2018), sobre um estudo com ratos, revelou que a saúde neurológica depende tanto dos sinais enviados pelos músculos das pernas para o cérebro quanto do processo inverso.
Isso oferece uma explicação para o motivo pelo qual pacientes com doenças neurológicas apresentam declínio rápido quando o movimento fica limitado. Como diz a Dra. Raffaella Adami, a saúde neurológica não é uma via de mão única; o corpo foi feito para ser ativo.
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O PAPEL DAS MIOCINAS
A conexão entre o cérebro e os membros inferiores pode ser explicada por pequenas proteínas chamadas miocinas. Quando os músculos são exercitados, eles liberam essas moléculas mensageiras na corrente sanguínea.
Ao chegarem ao cérebro, elas auxiliam na capacidade de aprendizado, na memória e na adaptação neural.
Uma sessão simples de treino que inclua agachamentos e elevações de panturrilha não só melhora a força física, como também inunda o cérebro com oxigênio, ajudando a diminuir inflamações prejudiciais.
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O DESAFIO DA VIDA MODERNA
Se você costuma pular os agachamentos na academia, o estilo de vida moderno não ajuda. O hábito de ficar sentado por horas no trabalho ou no sofá significa que as pernas muitas vezes não recebem o estímulo necessário para manter o cérebro funcionando de forma otimizada.
Portanto, realizar alguns agachamentos enquanto se assiste à TV ou se ouve um podcast é uma estratégia valiosa. No fim das contas, não serão apenas os glúteos, ou contar um dia mais no de treino de perna, que irão agradecer, mas sim, todo o seu sistema cognitivo.