Quer treinar o cérebro? Veja formas simples de começar

Essa técnica ajuda a cumprir o que foi prometido a si mesmo

Cérebro em explosão
Créditos:Freepik.

Guynever Maropo 2 minutos de leitura

O hábito de treinar o cérebro tornou-se um desafio em um mundo em que quase tudo acontece com poucos toques na tela.

A tecnologia reduziu o esforço para encontrar informações, conhecer pessoas e até controlar a casa, mas essa facilidade também diminuiu a disposição para tarefas que exigem disciplina.

As atividades como estudar, se exercitar ou aprender algo novo passaram a ser vistas como pesadas, mesmo quando trazem benefícios claros.

Em entrevista à CNBC Make It, a psiquiatra Anna Lembke, da Universidade Stanford, afirmou que é possível reprogramar a mente para aceitar, e até mesmo gostar de desafios.

Segundo ela, o cérebro tende a evitar esforço quando a decisão é deixada para a última hora. Por isso, planejar com antecedência é a principal estratégia para vencer a resistência inicial.

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COMO PRATICAR ISSO? VEJA DICAS

1. Planejar antes da ação

Lembke explica que a pessoa deve decidir no dia anterior o que fará no dia seguinte, com horário e passos definidos. Ao transformar a tarefa em um compromisso prévio, o cérebro reduz a chance de desistência no momento do esforço.

Essa lógica já funciona em hábitos comuns, como escolher a roupa na noite anterior ou planejar as refeições da semana.

A preparação antecipa decisões difíceis e ajuda a controlar impulsos de curto prazo. Dessa forma, a mente passa a trabalhar a favor de objetivos de longo prazo, como saúde, aprendizado e organização pessoal.

2. Ter apoio social

Outro ponto destacado por Lembke é a importância de ter um parceiro de responsabilidade. Pessoas tendem a cumprir mais metas quando compartilham o objetivo com alguém. Estudos mostram que mudanças positivas em um parceiro aumentam as chances de o outro também mudar.

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Atividades em grupo, como aulas de ginástica ou grupos de estudo, facilitam a constância. A presença de outras pessoas cria incentivo, compromisso e sensação de pertencimento, fatores que reduzem a chance de abandono.

3. Moderação e constância

O processo de mudança raramente é confortável no início. Lembke compara esse momento a uma balança entre prazer e desconforto. No começo, estudar ou se exercitar pesa mais no lado difícil, mas com o tempo o cérebro passa a associar essas ações a recompensas duradouras.

Ela também defende que falhas não devem gerar culpa excessiva. Metas rígidas demais aumentam a chance de frustração. Pequenos avanços já representam progresso e ajudam a manter a motivação ao longo do tempo.

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Treinar o cérebro exige planejamento, apoio e paciência. Ao repetir escolhas conscientes, a mente aprende a lidar melhor com o esforço e passa a enxergar desafios não como castigo, mas como parte natural do crescimento pessoal.


SOBRE A AUTORA

Jornalista, pós-graduando em Marketing Digital, com experiência em jornalismo digital e impresso, além de produção e captação de conte... saiba mais