Vagas fantasmas: como identificar anúncios de emprego sem contratação real

Pesquisa mostra que candidatos perdem horas com oportunidades que não existem e revela os sinais que ajudam a identificar anúncios suspeitos

como identificar anúncios de emprego sem contratação real
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Peter Saalfield 1 minutos de leitura
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As chamadas vagas fantasma se tornaram tão comuns que saber identificá-las passou a ser uma habilidade essencial para quem procura emprego.

Em uma pesquisa recente, 86% dos candidatos disseram ter encontrado um anúncio que não correspondia a uma vaga realmente aberta. Mais de um terço (36%) afirmou ter dedicado pelo menos quatro horas a processos seletivos para oportunidades que, depois, acreditou não serem reais.

Mesmo quando uma candidatura resulta em uma entrevista, isso não garante que exista uma vaga de verdade por trás do anúncio. Na realidade, mais da metade dos entrevistados na pesquisa (58%) afirmou ter participado de uma entrevista para uma posição que depois suspeitou ser uma vaga fantasma.

A recente proliferação dessas vagas levou os candidatos a aprender a reconhecer alguns sinais característicos, como anúncios que permanecem ativos por tempo demais ou parecem desatualizados (38% dos entrevistados), posições que são retiradas do ar e republicadas repetidamente (34%) e comportamentos suspeitos por parte dos empregadores, como a ausência de respostas ou de um cronograma claro de contratação.

O ResumeBuilder.com entrevistou 1.011 adultos que haviam procurado emprego nos dois anos anteriores e concluiu que “saber identificar uma vaga fantasma agora é uma habilidade essencial na busca por emprego”.

Em resposta, os candidatos afirmam estar adotando medidas adicionais para verificar os anúncios antes de se candidatar. Entre elas estão conferir quando a vaga foi publicada (34%), verificar se a oportunidade também aparece na página de carreiras da empresa (32%) e evitar posições que foram republicadas repetidamente (27%).

vagas fantasma

Alguns candidatos (15%) chegaram a entrar em contato com os empregadores ou com agências de recrutamento antes de se candidatar, para confirmar se a vaga era real.

Especialistas também recomendam avaliar se o anúncio faz sentido diante dos acontecimentos concretos na empresa ou no setor como um todo – por exemplo, considerando o cronograma de um determinado projeto ou de mudanças regulatórias.

Outra orientação é evitar “qualquer anúncio de emprego que pareça bom demais para ser verdade, mensagens de texto oferecendo entrevistas de emprego ou vagas que exijam pagamento antecipado”.


SOBRE O AUTOR

Peter Saalfield é repórter sediado em Nova York, com matérias publicadas no site Politico, na revista "Fortune" e na edição internacio... saiba mais