POR REDAÇÃO FAST COMPANY BRASIL

A última semana foi brutal para os investidores em criptomoedas, que reviveram as cenas de dezembro de 2017, quando o bitcoin despencou por meses a fio. 

Até agora, dezembro de 2021 não tem sido muito mais gentil com a criptomoeda. De acordo com um relatório da CNBC, na manhã de sexta-feira, 3 de dezembro, o bitcoin estava sendo negociado a algo em torno de US$ 57 mil. O valor está muito abaixo de seu maior recorde, que chegou a US$ 69 mil, no início de novembro. Mas no sábado, 4 de dezembro, o bitcoin havia caído 17%, para ser negociado a US$ 43 mil.

No domingo, 5 de dezembro, o bitcoin se recuperou por algum tempo, sendo negociado em uma alta por cerca de US$ 49 mil — mas voltou a cair, mais de 3% desta vez, e o valor do ativo chegou a pouco mais de US$ 47.500, segundo a CoinMarketCap.

Então o que aconteceu? Como aponta a Reuters, a menor liquidez de negociação “tende a atormentar as criptomoedas nos fins de semana”. Mas o principal fator responsável pela baixa do bitcoin no fim de semana passado foi provavelmente o temor da variante Omicron da Covid-19. A CNBC observa que o espectro e a incerteza em torno de quão ruim a variante será para as pessoas e para a economia levou os investidores a apostas mais seguras e estáveis ​​do que as criptomoedas.

Então, qual será o destino do bitcoin? Ainda é cedo para afirmar, mas parece razoável supor que até a superação do temor sobre a variante Omicron e suas possíveis consequências na economia, as criptomoedas poderão continuar mais voláteis do que o normal.