5 perguntas para Luciana Cardoso, da CP+B

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Redação Fast Company Brasil 3 minutos de leitura

Com mais de 20 anos contando histórias para grandes marcas como J&J, Honda, Nivea e Vivo, entre outras, Luciana Cardoso chegou à CP+B em janeiro de 2022 para ser a primeira liderança feminina na área criativa da agência. Uma de suas missões é formar um time diverso em uma área de atuação predominantemente masculina.

Seu objetivo é promover a diversidade para além do gênero e trazer pessoas pretas, acima dos 40 anos, LGBTQIAP+ e de outras regiões do Brasil, para que o olhar da publicidade consiga se expandir cada vez mais.

Nesta entrevista à Fast Company Brasil, a diretora executiva de criação da CP+B fala sobre sustentabilidade nas relações de trabalho, maturidade e sobre a capacidade de aprender com os próprios erros.

O que é inovação para você?

Na minha visão, não passa necessariamente pelo último grito em tecnologia. Trazer um jeito novo de olhar as coisas e soluções diferentes é inovação. Mais do que usar a última plataforma do momento, é ter a sensibilidade de saber usar o que temos disponível de um jeito que ninguém nunca fez. Mas o mais importante é trazer valor para isso. Nada pode ser menos inovador do que encontrar aquela ideia inédita que não vai fazer diferença para ninguém. 

Qual é a habilidade mais importante para exercer a (boa) liderança?

Sem dúvida, estar aberta à escuta. Já que cada pessoa é um universo inteiro, um contexto único, partir sempre do

Nada pode ser menos inovador do que encontrar aquela ideia inédita que não vai fazer diferença para ninguém.

mesmo princípio é a receita para o erro. Estamos sujeitos a errar o tempo todo, mas ter a capacidade de perceber rápido é primordial.

O erro que passa despercebido pode atrapalhar demais não apenas o trabalho, mas a vida das pessoas. Adoro saber que posso aprender todos os dias com a equipe e amo mudar de ideia. Afinal, isso significa que apareceu algo muito melhor do que antes.   

O que é qualidade de vida para você?

É saber o quê e quem te faz feliz e se rodear deles. Tenho uma visão bastante clara do que acredito e, cada vez mais, uso meu tempo para isso. Pequenas e grandes coisas e momentos.

Sempre vivi o que gosto intensamente, mas confesso que a maturidade está sendo muito bem-vinda na minha vida. Olhar uns anos atrás e perceber as mudanças que a vida apresentou me deixa muito satisfeita. 

Além disso, tenho o privilégio de trabalhar com o que gosto e com pessoas de quem gosto. Isso ajuda muito a não ter aquele olhar cruel de “vida/ trabalho”. 

O que o conceito de sustentabilidade representa para você e como se conecta ao seu trabalho?

Confesso que sou bastante básica no quesito mais amplo da palavra: reciclo, evito desperdício de material, cortei carne todos os dias em casa. É pouco ainda, mas estou caminhando.

No trabalho, acredito em sustentabilidade nas relações. Tento sempre olhar para frente e entender se o que estou construindo agora vai fazer sentido num futuro próximo. Seja para mim, seja para minha equipe e para o lugar onde estou trabalhando. Acredito que não dá para tomar decisões baseadas simplesmente no hoje em nenhum aspecto da vida.

Qual o conselho mais importante que já recebeu na vida?

Não foi um conselho propriamente, mas uma frase que ouvi há mais de 20 anos e que me marcou muito. “Faça estritamente o que você acredita. Mas não a qualquer preço.”


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