Do atletismo às passarelas: a trajetória dos tênis como ícone cultural

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Os tênis, que já foram o símbolo do atletismo, transcenderam sua função primária e se tornaram objetos de desejo comerciais e da moda. De roupas esportivas e street style às passarelas, os tênis fincaram sua marca como commodities culturais.

O mercado global de tênis foi avaliado em aproximadamente US$ 79 bilhões em 2020 — e a previsão é que chegue a US$ 120 bilhões em 2026. Com um crescimento tão expressivo, não surpreende que os tênis sejam considerados um grande negócio.

Os avanços na indústria de tênis são tantos que uma recente exposição no Design Museum de Londres explora como o sapato se tornou um símbolo cultural indiscutível de nossos tempos.

CONFORTO É REI

A última década presenciou uma grande virada no uso dos tênis. Calçá-los não é mais motivo de reprovação no local de trabalho ou em ocasiões formais. Até mesmo os especialistas em etiqueta britânicos da Debrett’s concederam seu selo de aprovação, e os consideram socialmente aceitáveis ​​para ocasiões casuais elegantes.

O crescente domínio da tendência athleisure (junção das palavras athletics e leisure, atletismo e lazer, em tradução livre) impactou substancialmente as vendas de tênis — assim como a busca por conforto. As medidas restritivas impostas pela pandemia fizeram com que o público priorizasse ainda mais o conforto, o que resultou em um aumento nas vendas de roupas de lazer, como moletons, peças esportivas e sapatos baixos. Dessa forma, os tênis deixaram de ser apenas um nicho e passaram a ser cobiçados como objeto fashion. Atualmente, o footwear é a categoria de maior venda no mercado de luxo online, e os tênis sem dúvida contribuíram para esse crescimento.


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