POR GIULIA LUCHETTA

Esta foi a Semana Mundial do Meio Ambiente e as mudanças que chacoalharam o estilo de vida no último ano não deixaram intacto o ritmo desenfreado de consumo que a sociedade vinha levando. A indústria da moda, cada vez mais pressionada por consumidores conscientes, vem percebendo, cada vez mais, que eco-friendly e cruelty free também é fashion.

Uma pesquisa realizada pelo Institute for Business Value (IBM) em março aponta que o novo consumidor tem sim preferência por etiquetas verdes. Nove em cada dez pessoas relataram que a pandemia afetou seus pontos de vista sobre a sustentabilidade ambiental, e 54% dos consumidores estão dispostos a pagar a mais por marcas que são ambientalmente responsáveis.

Aqui no Brasil, startups como Insider e Yuool desfilam com responsabilidade social e ambiental. 

Feitas a partir de madeira de reflorestamento e fibra celulósica, as roupas da Insider utilizam cerca de dez a vinte vezes menos água do que uma peça semelhante de algodão. Desde a criação da marca em 2016, a produção neutra em carbono evitou que mais de 500 milhões de litros de água fossem desperdiçados. Além disso, a matéria-prima pendurada no cabide conta com tecnologia anti suor, anti odor, antiviral e regulação térmica. 

(Crédito: Insider)

“O processo de produção é em formato cíclico, de maneira que é possível recuperar de forma muito eficiente todos os solventes utilizados, além da obtenção de co-produtos celulósicos, reduzindo o descarte e aumentando a eco-responsabilidade. Todos esses produtos são completamente biodegradáveis, podendo retornar por completo à natureza”, diz Carolina Matsuse, sócia-fundadora da Insider.

Há quatro anos no mercado, a Yuool é nativa digital e vende tênis, botas e chinelos sustentáveis feitos de Lã Merino italiana. O cliente pode pisar fofo com itens térmicos, atemporais e sem distinção de gênero. A startup possui o certificado Nativa Precious Fiber, que reconhece o impacto da empresa nos pilares social, ambiental e financeiro.

(Crédito: Yuool)

“As pessoas querem se sentir bem, mentalmente, esteticamente, como um todo. Isso cada vez mais… Agora, o foco é viver o maior tempo possível, desde que com qualidade de vida. A marca que não se atentar a isso, não conseguirá se comunicar mais com seu público”, afirma Eduardo Mendes Rocha, sócio da Yuool. 

SOBRE A AUTORA

Giulia Luchetta é repórter da Fast Company Brasil.