POR FÁBIO CARDO

A humanidade certamente não morrerá de fome se depender da enorme quantidade de dados que são gerados em toda a cadeia de alimentos e discutidos em inúmeros eventos do setor. Se forem corretamente coletados, interpretados e aplicados. 

Desde a preparação das sementes e insumos do campo para a plantação até o alimento chegar às mesas, sensores e câmeras aparelham uma imensa quantidade de equipamentos de todos os portes: drones, veículos autônomos, plantadeiras e colheitadeiras, recolhem dados que são transformados em informações precisas para a gestão dos processos e para melhorar a produtividade.

O agricultor sabe com exatidão de centímetros onde aplicar fertilizantes e defensivos agrícolas, quando iniciar o plantio por conta da umidade do solo e melhor hora para a colheita. No outro extremo da cadeia, as redes logísticas passam por processos de redesenho com uso de dados para poder entregar mais quantidade, mais rápido, com menos perdas pelo caminho até chegar ao consumidor final. 

Uma grande quantidade de startups, enquadradas como foodtech, agtech e farmtech jogam no meio deste campo. Um dos bons motivos para ganharem tanto destaque e atenção de investidores institucionais.

Muitas empresas investem pesado em sistemas de gestão de toda essa massa de dados para atender o mercado. No entanto, existem diversos gargalos e deficiências estruturais que ainda precisam ser resolvidos para captar, tratar e devolver no formato de informações estratégicas. 

O que não faltam são boas fontes de dados, que somados têm potencial para melhorar, e muito, a produtividade e a sustentabilidade em todo o ecossistema de alimentação. Porém, dados são apenas bits e bytes. 

A editoria de FoodTech da Fast Company Brasil publicará em 2022 uma série de entrevistas e matérias abordando os desafios do uso de dados no ecossistema da alimentação pela ótica de diversas empresas — da infraestrutura no campo até os serviços de entrega de alimentos em casa e influência dos aplicativos. Conteúdo de empresas com expressão no mercado tais como a Solinftec, John Deere, Brain.Ag, TikTok, Semantix, entre outras.

Conteúdos que darão luz às soluções para ajudar a reduzir a fome mundial e aumentar a oferta de alimentos. Não perca! 

SOBRE O AUTOR

Fábio Cardo é economista de formação, atua em comunicação empresarial e empreendedorismo e é co-publisher do canal FoodTech da Fast Company Brasil.