Se você fica paralisado na hora de tomar uma decisão, siga estas 4 dicas

Não basta apenas confiar nos seus instintos, mas isso também faz parte do processo

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Kathleen Davis 3 minutos de leitura

De acordo com a maioria das estimativas, uma pessoa toma cerca de 35 mil decisões por dia. A maioria dessas escolhas são pequenas, como o que vestir, o que almoçar, o que postar nas redes sociais. Espero que você não fique paralisado por essas escolhas. Mas você precisa levar em conta o impacto dessas pequenas decisões.  Se você gastar muito tempo refletindo sobre as partes menos importantes da vida, pode acabar sofrendo de fadiga de decisão.

A fadiga de decisão deixa o cérebro tão cansado que ele não consegue fazer as escolhas que realmente importam. É por isso que algumas das pessoas mais bem-sucedidas automatizam ou terceirizam essas milhares de pequenas decisões (e é por isso que o ex-presidente Obama sempre usava os mesmos tipos de terno).

Depois que você diminuir a carga mental dessas pequenas escolhas, provavelmente terá um pouco mais de espaço para pensar nas grandes decisões da vida: devo sair do meu emprego? Devo me divorciar? Devo ter filhos? Onde devo ir de férias?

1. Reduza suas opções para reduzir a fadiga de decisão

Existe uma coisa que faz as pessoas se sentirem bloqueadas na hora de tomar decisões: muitas opções. Quando suas opções são ilimitadas, é fácil se sentir sobrecarregado e querer desistir devido à fadiga de decisão.

Nesses casos, pode ser vantajoso limitar as escolhas pensando no que mais importa: qual a época do ano que você vai viajar, que tipo de viagem você quer, seu orçamento, quem vai viajar com você, se você quer ir de avião ou de carro etc.

Defina melhor essas escolhas menores e você vai acabar com bem menos opções.

2. Peça conselhos imparciais

No exemplo das férias, você provavelmente vai querer ouvir a opinião das outras pessoas com quem vai viajar. Em outras decisões que afetam outras pessoas da sua vida, como mudar de emprego ou se mudar de casa, considerar as necessidades e opiniões dos envolvidos é sem dúvida importante.

Mas, mesmo depois de ter essas informações, se a decisão final for sua, talvez você ainda se sinta travado. Nesse caso, pode ser bom pedir a opinião de alguém que não tenha envolvimento no resultado.

Está tentando decidir qual é o melhor resort all inclusive para uma viagem de férias? Poste a pergunta no grupo de pais da sua cidade. Está querendo decidir qual sofá ficaria melhor na sua sala de estar? Poste as fotos lado a lado e deixe o pessoal votar. Está querendo mudar de carreira? Converse com um amigo que te conhece bem.

3. Faça as perguntas certas para você mesmo

Eu adoro uma boa lista de prós e contras, e esse é um item básico na hora de tomar decisões. O problema é que ela pesa tudo de forma igual.

Quando você decide mudar de casa, por exemplo, o ponto positivo de ter um quintal maior não é realmente comparável com o ponto negativo de adicionar uma hora ao seu trajeto diário ou deixar a escola que seu filho ama.

Por isso, fazer perguntas para si mesmo que sejam um pouco mais profundas pode ajudar a tomar uma decisão melhor e evitar a fadiga de decisão. Tente formular perguntas como:

  • Isso me aproxima dos meus objetivos?
  • Como vu me sentir sobre essa decisão daqui a cinco anos?
  • Isso é algo que eu acho que “devo” fazer ou é algo que realmente quero fazer?

4. Sinta a sua intuição (e todo o seu corpo)

Outro bom conselho na hora de tomar decisões é fingir que você já fez sua escolha e sentir os efeitos por algumas horas – ou até mesmo por uma noite (o famoso “o sono é o melhor conselheiro”). Se você imaginar que já contou ao seu chefe que vai sair do trabalho e se sentir mais leve, isso é um bom sinal do que deve fazer.

Quando uma decisão é importante, você consegue senti-la fisicamente. A consultora de liderança Diana Chapman diz que as melhores decisões vêm acompanhadas de um “sim” do corpo inteiro: quando toma a melhor decisão, você sente isso em todo o corpo – cabeça, coração e intuição.


SOBRE A AUTORA

Kathleen Davis é editora adjunta da Fast Company. saiba mais